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Eustáquio e o êxodo para a Arábia Saudita: «Parece-me assustador...»

• Foto: FC Porto

Eustáquio tem dificuldades em perceber o êxodo recente de grandes jogadores, sobretudo os mais jovens, para a Arábia Saudita. E acredita que as ligas europeias vão conseguir sobreviver a estes tempos estranhos. 

"Cada jogador tem a sua visão do futuro e a verdade é que estão a contratar grandes jogadores e até grandes jogadores jovens. Não quero estar a utilizar mal o termo, mas parece-me até assustador conseguirem ter jovens a mudar de grandes ligas para lá. Mas depende da visão da Arábia Saudita. Acredito que a Europa vai sempre manter o nível elevado, há competições, como a Champions, que são difíceis de superar. Não tenho muito a dizer sobre isso. É claro que se comenta nos balneários, fala-se deste e daquele jogador, mas acaba por ser normal", referiu o médio, em entrevista à Sport TV, acrescentando que, se fosse ele a ser sondado por um clube saudita, provavelmente diria que não. 

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"Eu acho que toda a gente pensou nisso. Nunca pensei em ir. Neste momento tenho outros objetivos na minha vida, mas quando surgem esses valores, depois depende de outros fatores, como a motivação de cada um, se querem experimentar outra coisa. É normal que se pense. Respeito todos os jogadores, acredito que as decisões são tomadas por determinados motivos e nós podemos não saber o que se passa realmente", frisou Eustáquio. 

Otávio foi um dos elementos debaixo de cobiça saudita e o luso-canadiano admite que perdê-lo seria uma grande contrariedade para o grupo. "Toda a gente conhece o nosso Baixinho. É outra pessoa que representa muito bem o FC Porto, vai ser difícil vê-lo sair no futuro. É muito fácil tê-lo na nossa equipa, foi o melhor jogador do campeonato, e, quando jogava contra ele, era sempre muito difícil marcá-lo. Por aquilo que representa, pelo respeito que tem dentro de campo, o respeito que os adversários lhe têm... Vai andar no mesmo nível que andou no ano passado, tenho a certeza", atirou o médio, que comentou ainda a saída de Uribe, com quem atuou muitas vezes no meio-campo do FC Porto. 

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"Um jogador com tantos minutos durante tantos anos é uma grande perda. Todos sabem o que o Matheus representava dentro e fora de campo, mas os jogadores vão e os clubes ficam. Há sempre maneira de adaptar, temos vários jogadores para o meio-campo que têm de subir uns degraus e isso faz parte, mas é assim que o clube anda e é assim que temos de pensar", lembrou Eustáquio.

Por Record
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