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Eustáquio: «Sérgio Conceição é a pessoa que representa melhor o FC Porto na nossa equipa»

• Foto: José Gageiro/Movephoto

Stephen Eustáquio não esconde a admiração por Sérgio Conceição. Em entrevista à Sport TV, o médio luso-canadiano admite que nem sempre é fácil adaptar-se à exigência do treinador, mas destaca a importância dos valores que este lhe transmite. 

"É difícil, porque como já tinha dito anteriormente, sempre fui um 6 e, quando passas a vida a ter certos comportamentos, a estar sempre preocupado com o processo defensivo e pouco com o ofensivo, ao haver essa transição depois de 15 anos a jogar futebol, é sempre difícil. Já tenho de chutar mais à baliza, aparecer na área, conduzir mais a bola... São coisas que são difíceis de trocar. Há certos comportamentos e por vezes já é tarde para mudar, mas, no meu caso, com 25 anos, acreditei que podia evoluir muito nesta área. O míster ajudou-me muito, não foi fácil, como é óbvio, porque tive que andar mais, mas estou numa boa fase da carreira, tenho mais margem para evoluir nesta posição, sinto que posso melhorar os números e que ainda não estou no pico da carreira, porque ainda tenho 26 anos. Olho para o futuro e sinto-me feliz", referiu Eustáquio, elogiando depois o facto de haver continuidade na liderança técnica dos dragões. 

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"Quando se ouve falar em Sérgio Conceição, ouve-se falar no FC Porto. É a pessoa que representa melhor o FC Porto na nossa equipa. Respira FC Porto, trabalha sempre no máximo e a mudança, por vezes, nem é necessária. Até é mais fácil para nós, porque, apesar de termos tido férias, os comportamentos são os mesmos, não se perdem. Mesmo agora, que começámos a pré-época, a exigência é a mesma, ele diz o que tem a dizer e é muito bom para nós", considerou.

E a exigência de Conceição é tal que, uma vez, até acusou Eustáquio de ter demasiada chegada à área. Uma crítica que o médio explicou: "Tenho a certeza que muitos avançados dizem que marcar é viciante e eu tive uma sequência, depois de Brugge, em que marcava ou assistia, parecia que tudo era fácil e, entre aspas, comecei a fazer batota e não devia. Comecei a colocar-me em posições mais avançadas quando a equipa precisava de outra coisa e comecei a perder esse equilíbrio que tinha no início, a ajudar a equipa. Aí foi onde surgiu a chamada de atenção do míster, que aceitei de bom grado, claro. Não queria estar a pensar constantemente em estar na área para marcar ou assistir, mas sim em ajudar a equipa. As oportunidades iriam surgir durante o jogo. Foi uma coisa normal que senti."

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Por Record
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