Há melhoras ligeiras

Há melhoras ligeiras
• Foto: LUÍS VIEIRA

O campeão nacional foi sempre melhor do que o seu adversário, dominou-o em todos os aspetos importantes do jogo, e chegou assim sem dificuldade à vitória; o Rio Ave ficou desta vez muito aquém do que se lhe tem visto, embora tivesse sido esforçado na arte de proteger a sua baliza. Torna-se indispensável sublinhar que a atitude vila-condense foi excessivamente defensiva, o que é preocupante para quem esteve quase sempre na posição de desvantagem, mas cada treinador é como é, e se Nuno Espírito Santo assim decidiu, lá saberá por que o fez. Adiante, pois.

Consulte o direto do encontro.

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Com esta vitória, o FC Porto não permitiu que Sporting e Benfica disparassem na classificação, embora ainda esteja a dois pontos de cada um dos seus diretos adversários na luta pelo título, e ao mesmo tempo recuperou alguma da confiança, entretanto, perdida na Liga dos Campeões e por força do seu afastamento tão cedo daquela competição. Do que se viu no jogo de ontem facilmente se chega a esta conclusão:o campeão português dá alguns sinais de melhoras nas suas exibições, tornando-as por agora mais consistentes e essencialmente mais prolongadas no tempo – já não se verifica tanto aquelas oscilações repentinas de uma parte para a outra –, mas não ao ponto de entusiasmar os seus adeptos, que, como se sabe, não se deixam “levar” com as vitórias, exigindo exibições ao nível de um campeão.

Meio

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Paulo Fonseca voltou a trocar alguns nomes no seu onze no jogo com o Rio Ave, entregando a titularidade a Licá em prejuízo de Josué – o que nos pareceu uma atitude acertada, atendendo sobretudo à falta de capacidade evidenciada pelo ex-pacense nos últimos jogos – e fazendo avançar Carlos Eduardo para o lugar de Herrera;e neste caso concreto com resultados a vista:o brasileiro, devido à sua inteligência, consegue dar melhor criatividade do meio-campo para a frente, como ficou evidente no jogo com o Rio Ave; Carlos Eduardo foi o principal responsável por tudo o que de razoável foi produzido no apoio ao ataque, ocupando desta vez a posição que habitualmente tem pertencido a Lucho, que, por sua vez, jogou mais na linha de Fernando;nova boa atitude e por esta razão: Lucho é melhor atrás do jogo e nunca à frente do jogo, como se tinha visto até ontem.

Com estas mudanças, a equipa de Paulo Fonseca subiu mais um ponto na sua escala de competência – digamos que passou do nível 4 para o nível 5 num máximo de 10 – e chegou sem dificuldade à vitória. Para tal foi fundamental o golo de Maicon (6’), o que contribuiu para que a ansiedade fosse desde logo vencida, mas sobretudo o comportamento passivo do Rio Ave.

Só atrás

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À equipa de Nuno Espírito Santo exige-se-lhe muito mais do que aquilo que se viu ontem, e o que se viu ontem foi uma equipa de tração atrás, preocupada em defender, e esse trabalho fê-lo bem, mas sem qualquer impulso criativo e sem capacidade no ataque à baliza de Helton. Fez um bom golo, é verdade, na sua única jogada com sentido prático, mas o que se reprova acima de tudo é a sua atitude passiva ao longo de todo o jogo e ainda para mais quando esteve quase sempre em desvantagem.

Uma má decisão, pois, do seu treinador que, como bem se sabe, tem sempre repercussões na equipa. Como teve, aliás. E quando assim é, o resultado não pode ser outro que não a derrota. O Rio Ave perdeu bem e muito por culpa sua. Defender muito bem, como aconteceu, não chega para ganhar.

Árbitro: Bruno Esteves (nota 3)

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Uma arbitragem positiva de Bruno Esteves, embora com um critério largo. Custou-lhe bastante tirar os cartões amarelos do bolso, mas num dos casos foi brando:dada a imprudência de Alex Sandro na forma como tentou limpar o cadastro, num lance com Renato Santos, sujeitou-se a ser expulso. No golo de Jackson a validação por parte do assistente pareceu-nos correta.

Momento: minuto 51

O golo de Jackson tranquilizou o coração de Fonseca e contribuiu igualmente para que a equipa entrasse num registo sereno. O que é certo é que, a partir daí, só houve FC Porto e muito por culpa do seu adversário.

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Nota técnica

Espírito Santo. Todos nós compreendemos as limitações das equipas pequenas/médias, como é o caso do Rio Ave. Mas daí a arriscar tão pouco é que custa a perceber. (2)

Paulo Fonseca. Houve um pouco mais de Porto neste jogo e por responsabilidade do seu treinador, que finalmente decidiu mexer na estrutura do seu meio-campo. (3)

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