Herrera assume desejo: «Seria um sonho poder terminar a minha carreira no FC Porto»

• Foto: EPA

Héctor Herrera continua atento a tudo o que se passa no FC Porto e, em entrevista concedida à Rádio Renascença, assumiu que gostaria de acabar a carreira ao serviço dos dragões.

"Seria um sonho poder terminar a minha carreira no FC Porto. Foi um clube onde passei muitos anos e passei muito bem. Gosto muito da cidade, do clube, das pessoas. Seria um sonho poder voltar e terminar a minha carreira aí. Quando estive com a equipa em Nova Iorque, no ano passado, falei com o André [Villas-Boas] sobre isso", começou por revelar o internacional mexicano, agora com 36 anos, prosseguindo com a reação do presidente: "Ele disse que podíamos falar (risos). Acho que seria um tema, terminar. Estou num momento em que ainda tenho contrato, mas seria um tema poder fechar a carreira no clube de que gosto."

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O médio, que atua no Houston Dynamo, da Major League Soccer, acompanhou o FC Porto no Mundial de Clubes, no verão passado, e mantém-se a par de tudo o que acontece no clube, tendo vibrado com a conquista do título nacional.

"Acompanho sempre. Tento ver os resumos, porque os jogos do FC Porto são a outros horários aqui, às vezes fica mais difícil. Mas sempre que posso vejo e estou atento, até porque falo muito com pessoas do clube. No Mundial de Clubes, estive a acompanhar o clube em Nova Iorque, foi bom, uma experiência muito bonita. Fico muito agradecido ao André pela oportunidade de ter assistido aos jogos. E fico muito feliz pelo FC Porto voltar a conquistar o título, acho que mereciam. Jogaram muito bem na maior parte do campeonato. A gente do Porto está muito feliz com o que conseguiu", referiu Herrera, que representou os dragões durante seis épocas.

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O grande momento do mexicano ao serviço dos dragões foi o golo marcado ao Benfica, no Estádio da Luz, que valeu o campeonato de 2017/18. Um dia memorável para o médio.

"Ainda hoje vejo esse vídeo e arrepio-me. Acho que foi o melhor momento que passei no FC Porto. Foi um momento inesquecível, que acho que vou lembrar toda a minha vida. Num final de campeonato, um clássico, últimos minutos… acho que foi uma recompensa por todo o trabalho que tinha feito antes. Às vezes, as coisas corriam bem, outras não tão bem. Acho que esse foi o momento mais bonito que passei. Depois, conseguimos o campeonato e isso foi a cereja no topo do bolo. Mas continuo a ver e fico emocionado. Quando quero mostrar um vídeo de um golo, mostro sempre esse. Ao meu filho e à minha filha, que eram mais novos, mostrava esse. É um bom exemplo", recordou, assumindo que mantém contacto com os amigos na Invicta: "Tenho muitos amigos no Porto, fora e dentro do futebol. Foram muitos anos, talvez os melhores anos da minha carreira. Foi onde mais desfrutei do futebol e onde mais cresci como jogador e como pessoa. Nas férias, se tenho tempo, tento sempre visitar o Porto, ainda tenho uma casa lá. É um vínculo muito grande, que acho que nunca vai terminar."

Questionado sobre a evolução de Diogo Costa e a sua chegada a capitão do FC Porto, algo que também experimentou no Dragão, Herrera não se mostra suspreendido.

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"Não fico surpreendido. Ele desde miúdo que mostrava muita qualidade e tinha um grande futuro. É só o tempo e o trabalho a colocá-lo onde ele queria estar. Quando eu estava no FC Porto, ele era muito miúdo, mas já mostrava personalidade e uma grande qualidade como guarda-redes. Fico muito feliz por ele, pelo sucesso que tem tido no FC Porto e na Seleção. E estou sempre a torcer por ele e feliz por ver o sucesso que está a ter na carreira. É um jogador com personalidade, um guarda-redes que impõe respeito, um tipo sério. Acho que foi uma boa escolha para capitão. No FC Porto, há muitos jogadores novos e, por isso, acho que a chegada do Thiago Silva, por exemplo, ajudou muito. A aconselhá-los, a crescerem, a perceberem como se pode comportar como capitão. O Thiago Silva teve uma carreira incrível e acredito que isso ajudou muito o Diogo também", acrescentou.

Herrera não esqueceu ainda o desaparecimento de Pinto da Costa, um presidente que muito estimou enquanto representou o FC Porto, agradecendo tudo o que fez pela sua carreira.

"Para mim, é o maior. Quando cheguei, foi sempre muito querido comigo. Tratou-me muito bem. Acho que na história do FC Porto é o maior ídolo, não só dos jogadores, mas como presidente. Era o maior símbolo do FC Porto, foi uma notícia muito triste para todos nós, foi muito difícil de acreditar. Sabíamos que ele já tinha uma idade avançada, mas é difícil aceitar. Só tenho palavras de agradecimento por me ter dado a oportunidade de pertencer ao clube. Para mim, o FC Porto é, talvez, o clube pelo qual tenho mais carinho no futebol. Acho que dei tudo pelo clube e pela cidade, sempre foram muito bons comigo. Mostraram-me sempre muito carinho, nos bons e nos maus momentos", reconheceu o médio que conquistou um campeonato e duas Supertaças pelo FC Porto.

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Por Record
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