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O FC Porto terá de viver sem o seu capitão, ponta-de-lança titular e melhor marcador durante o próximo mês. Jackson viu ontem confirmada a suspeita de rotura muscular num adutor da coxa esquerda diagnosticada após o Sp. Braga-FC Porto de anteontem e falhará, no mínimo, os próximos cinco compromissos dos dragões. No entanto, o perigo de que o tempo de recuperação se prolongue para lá do expectável não deve ser menosprezado e, nessa medida, o grande objetivo do departamento clínico passa por recuperar o Cha Cha Cha para a fase quente da reta final da época: a segunda quinzena de abril.
Jackson foi substituído aos 65 minutos do desafio no Municipal de Braga. Poucos segundos depois de o avançado ter caído no chão, Julen Lopetegui passou a mão direita pela cabeça num claro sinal de preocupação. O gesto serve de imagem para aquele que é o grande motivo de desassossego do FC Porto neste momento: ver como a equipa reage à ausência do seu goleador perante Basileia, Arouca, Nacional, Marítimo e Estoril.
Sem que pouco mais possa ser feito em relação a este período de ausência, as atenções portistas viram-se assim para abril, mais propriamente para os últimos 15 dias do mês. É neste período que o FC Porto se desloca à Luz para enfrentar o Benfica e, caso siga em frente nas restantes provas em que ainda se encontra, disputará a final da Taça da Liga e os quartos-de-final da Liga dos Campeões. Faltam seis semanas para a fase em que muitas das decisões importantes da temporada serão tomadas, precisamente o tempo de recuperação que uma rotura pode exigir.
Capitão América
Como é costume, o FC Porto não dá informações sobre o grau das lesões sofridas pelos seus jogadores nem avança com um tempo de recuperação expectável. O clube apenas tomou posição através das redes sociais, ao final da noite de ontem, fazendo votos de um regresso rápido do camisola 9. "O Capitão América pode ser ferido mas não abatido. Recupera depressa, Jackson Martínez!", escreveram os dragões nas suas diversas plataformas.
De facto, a duração da recuperação depende da gravidade do problema físico, mas também da capacidade do próprio jogador. Relativamente a esta questão, o caso de AdriánLópez serve de exemplo e... aviso. O espanhol, que sofreu uma rotura muscular na junção miotendiosa da face anterior da coxa esquerda, está afastado há seis semanas.
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