Jackson no enésimo capítulo da maldição dos milhões

Jackson no enésimo capítulo da maldição dos milhões
• Foto: lusa

A capacidade de se reinventar, como reação aos efeitos da condição de clube vendedor, tem sido um dos segredos do FC Porto nas últimas décadas sob a gestão do presidente Jorge Nuno Pinto da Costa. Nesse processo, e sobretudo devido ao facto do golo ser a cereja no topo do bolo, os avançados assumem importância decisiva.

E nesta zona do campo os dragões têm sido irrepreensíveis, contratando bem - e vendendo ainda melhor. Mas neste vai-e-vem de artilheiros destaca-se um pormenor interessante: por norma, quem sai troca um clube de títulos por outro que acaba por oferecer "apenas" um chorudo salário. Jackson Martínez é o senhor que se segue, só faltando a assinatura num contrato com o decadente Milan.

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Depois de um processo em que Manchester City e Atlético Madrid também estiveram envolvidos, o Milan convenceu o internacional colombiano com os 5 milhões de euros anuais, livres de impostos, 1,5 milhões mais do que auferia. O FC Porto, que pagou 8,8 milhões de euros aos mexicanos do Jaguares, recebe 32 milhões certos, que podem "transformar-se" em 35, caso clube e futebolista alcancem determinados objetivos.

O salário foi assim o factor que pesou na decisão de Jackson Martínez e não o projeto de Silvio Berlusconi. Apesar das promessas do proprietário e presidente do Milan de reforçar o plantel de forma a levar o clube Milan de regresso aos bons velhos tempos, a verdade é que Juventus, Roma e Nápoles construíram equipas muito fortes que prometem continuar a dominar a Serie A, sobretudo o conjunto de Turim, que esta temporada só falhou na conquista da Liga dos Campeões, ao perder a final diante do Barcelona.

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O risco de sair do FC Porto para enfrentar uma seca de títulos é assinalável para o goleador e, se o cenário se concretizar, viverá a maldição dos milhões que outros que no passado viveram quando trocaram os dragões unicamente com a cabeça no recheio da carteira e acabaram a zero no que toca a troféus de campeão nacional ao serviços dos novos clubes na sua primeira época.

De Mário Jardel a Falcão, passando Benni McCarthy, Lisandro López ou Hulk [ver quadro no final do texto], nenhum "abraçou" um projeto capaz de dominar o respetivo campeonato, sendo que apenas Luis Fabiano, pela meteórica passagem pelos dragões, não saiu com pelo menos um título de campeão na bagagem.

OLÁ MILHÕES, ADEUS TÍTULOS

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*) Valor da compra; **) Valor da venda

Legenda: CN (campeonato nacional); TP (Taça de Portugal); STP (Supertaça Portugal); LC (Liga dos Campeões); TU (Taça UEFA); STE (Supertaça Europeia); TI (Taça Intercontinental); TE (Taça de Espanha)

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