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Campeão nacional pelo FC Porto em todos os escalões, incluindo equipa B, João Costa tornou-se em 2025/26 também campeão nacional da 1.ª Liga, ao entrar na reta final da receção ao Santa Clara, na 34.ª jornada. Em entrevista ao "Público", o guarda-redes, de 30 anos, deu conta das sensações do dia da conquista do título, no jogo com o Alverca e, mais tarde, na sua consagração, diante dos açorianos.
"No dia que fomos campeões, passei o dia todo indisposto e não ia jogar. Eu sabia que não ia jogar. Fiquei fora da convocatória, mas eu acompanho a equipa sempre, em todos os jogos e todos os estágios. Nem conseguia comer. Estava mal disposto. Acho que foi a primeira vez na carreira que me aconteceu aquilo", disse, sobre o dia da partida com os ribatejanos, marcando a diferença para a festa final: "Para mim eram os 30 minutos de uma vida. Tinha todos os motivos e mais alguns, pelo sentimento e pela grandiosidade do momento para mim, para estar ansioso e nervoso. O sentimento que eu tinha era de que tinha chegado o momento, preparei-me toda a minha vida e carreira para ele. Não havia maneira de não dar certo. Sei como trabalho, como me preparo, recupero e me importo com todos os detalhes. Estava num momento de leveza total, de desfrutar e aproveitar todos os segundos dentro do campo. E não foi só dentro do campo, todos os segundos daquele dia eu desfrutei deles, desde as sete da manhã quando eu acordei até às quatro e meia da manhã, que foi quando acabou a festa dos Aliados. Desfrutei de todos os segundos durante esse dia, até não aguentar mais de pé."
Feliz por partilhar a posição com nomes como Diogo Costa e Cláudio Ramos, João Costa, apelidado pelos colegas como "o ultra da equipa" abordou a importância das referências do balneário, o trabalho anterior com ídolos como Helton e Casillas e recordou o seu trajeto nas camadas jovens do clube.
Por Record