FC PORTO e Boavista têm uma longa história de relação comercial, sendo que, quase sempre, o clube do Bessa foi apenas abastecedor ou receptor de dispensados das Antas. Os tempos mudaram e a disputa directa é, agora, um facto.
O caso de Jorge Couto é o mais mediático nas trocas entre as Antas e o Bessa. Em Junho de 1997 o Boavista aceitou transferir o avançado brasileiro Artur para o FC Porto em troca de um pacote negocial que incluiu Jorge Couto, Latapy e ainda uma verba financeira. Um mês depois, com a partida de Robson, o treinador que assinou a dispensa de Couto e Latapy, para Barcelona, Pinto da Costa tentou convencer o presidente do Boavista, à altura, o major Valentim Loureiro, a renegociar Jorge Couto mas sem sucesso.
Em Fevereiro de 1998, o FC Porto voltou à carga por Jorge Couto propondo ao jogador, em final de contrato com o Boavista, e numa época em que os clubes discutiam acesamente a liderança da classificação, o regresso às Antas.
Esta notícia foi divulgada na semana do Boavista-FC Porto o que mais gravou a questão e originou o rompimento de relações entre os dois clubes. Jorge Couto, numa posição fragilizada, acabou por aceitar uma contraproposta do Boavista para a prorrogação do contrato.
Dragões e Panteras reataram relações na época passada com o negócio da transferência dos jovens Ricardo Costa e Pedro Oliveira para as Antas (equipa B) e a cedência dos portistas no processo de contratação de Duda pelos axadrezados. Peixe esteve perto de marcar novo entendimento mas recusou o Bessa.
Conflitos polémicos
«CASO ZAHOVIC»: Foi em 1996 que o FC Porto conseguiu dar um verdadeiro golpe ao V. Guimarães, garantindo a contratação de Zahovic sem ter de pagar qualquer verba. Pimenta Machado ainda reclamou direitos desportivos sobre o jogador, mas um lapso administrativo na comunicação da renovação de contrato do esloveno à Liga abriu as portas para a saída a custo zero para as Antas. António Oliveira agradeceu o reforço e entre os minhotos exigiram-se responsabilidades nas instâncias judiciais.
«CASO TOÑITO»: Os dragões negociaram com o V. Setúbal a contratação do espanhol no Verão de 1999. No entanto, o Sporting movimentou-se e garantiu o acordo com o empresário do jogador e com o Tenerife, clube detentor do passe. A disputa foi acesa durante alguns dias, com uma conversa entre Pinto da Costa e José Roquette em Alvalade a ser também trazida à colação. A verdade é que o jogador não compareceu no Porto para assinar contrato no dia previsto e optou por representar os leões.
«CASO LEANDRO»: Uma severa derrota para o FC Porto. A contratação de Leandro para substituir Jardel era dada como certa. O jogador chegou a Portugal em Julho passado no meio de um frenesim mediático e o acordo parecia fechado com o jogador e com a Portuguesa dos Desportos. O empresário Oliveira Júnior é que tinha outras ideias e negociou paralelamente com a Fiorentina. Os italianos mandaram uma delegação ao Porto e "roubaram" Leandro, utilizando argumentos que deixaram a administração da SAD azul e branca sem capacidade de resposta.