Maciel: «Não posso ajudar quem me castigou»

Maciel: «Não posso ajudar quem me castigou»
• Foto: Manuel Araújo

RECORD – O Maciel está mesmo de saída do FC Porto. Dos clubes que já demonstraram interesse nos seus serviços, qual o que mais lhe agrada?

MACIEL – O Rennes é um clube que me agrada e muito. O “mister” Bölöni já me conhece e vou gostar de trabalhar com ele. Desejo jogar no futebol francês. Aliás, nos próximos dias pode ficar tudo acertado com os franceses. É a única boa proposta, para todas as partes, que recebemos. Se chegar uma outra do Brasil, que me agrade a mim e ao FC Porto, vou para lá. Se não chegar, fico feliz na mesma. Regressar ao Brasil é uma opção que não está posta de parte. Sei de um clube grande que está interessado nos meus serviços. Vamos ver...

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R – A sua saída do FC Porto já estava prevista antes do castigo disciplinar que lhe foi aplicado pelo clube?

M – Quando um jogador não é utilizado, sente que o treinador não conta com ele. Foi o que eu senti. Fui falar-lhe e ele disse-me que havia muitos avançados no plantel. Mas penso que errou, visto que eu sou um extremo e não um avançado. Depois, numa entrevista, diz que não tem extremos no plantel. Das duas, uma: ou não viu os vídeos da temporada passada ou não contava comigo.

R – O que pensa do facto de lhe ter sido movido um processo disciplinar por se ter deslocado ao Brasil, devido a problemas familiares?

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M – Só acho uma coisa: não posso ajudar as pessoas que me deram esse castigo. Eu não fui passar férias ao Brasil. Passei o Natal em Portugal com a minha mãe e só fui ao Brasil por causa do sucedido com o meu irmão. Se ele falecesse, o peso seria maior... Mas tudo bem. Se os meus colegas foram punidos, eu não podia ser excepção. Certo é que eles só ficaram dois dias a treinar-se com a equipa B e eu continuo lá a trabalhar. Houve falta de sensibilidade.

R – Sai do clube amargurado com alguém?

M – De maneira nenhuma. Muito pelo contrário. Fui sempre bem tratado por todos, desde dirigentes, passando pelos jogadores e treinadores. Agradeço-lhes a todos por me terem ajudado a conseguir o sonho de jogar num grande clube e de ser campeão de Portugal. Agradeço principalmente ao homem que me foi buscar ao Brasil, o José Mourinho.

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«Nada contra o treinador»

Ao contrário de Carlos Alberto, Maciel não acusa Víctor Fernández de não gostar de brasileiros. “Não sei se gosta ou não. Quem sou eu para julgá-lo? Não quero entrar por aí, não tenho nada contra o treinador”, afirmou, referindo-se, depois, ao estado clínico do seu irmão que foi baleado: “Está bem melhor. Já tirou os pontos e já anda. Só falta fazer uns exames para extrair uma das balas que lhe partiu o osso de um braço.”

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