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O dia em que Nuno teve de fingir uma bebedeira para conseguir a transferência

• Foto:  José Moreira

A conversa de Nuno Espírito Santo com o 'The Guardian' começa com a sua ligação a Jorge Mendes. O antigo guarda-redes foi o primeiro futebolista representado pelo agora super-agente e isso motivou grande curiosidade do jornalista inglês. E ficou a saber-se a história de uma bebedeira fingida para ajudar à saída do V. Guimarães para o Corunha. 

Pimenta Machado, então presidente dos minhotos, tinha dito que o então jovem guardião poderia sair do clube se alguém oferecesse um milhão de dólares. O Deportivo chegou-se à frente com esse valor, mas quando lá chegou o preço subiu para 5 milhões.

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Jorge Mendes deixou o apartamento do jogador numa confusão e disse ao presidente do Vitória que Nuno estava mal. "Foi tudo encenado", recorda o agora treinador do FC Porto. "Então o presidente do Vitória veio visitar-me e o meu comportamento foi... fingi que tinha acabado de chegar da rua. Ele perguntou: 'Ele está bêbedo?'. Quando saiu, disse [a Jorge Mendes] leva-o amanhã... e não o deixes fazer um teste [de alcoolemia]."

O plano resultou. "O Jorge sabia exatamente a que horas [Augusto César] Lendoiro, o presidente do Depor, deixava o clube todos os dias. Ele saía, descia à rua e andava para um restaurante a 100 metros. O Jorge estava lá, a andar a seu lado. Ele ia de Portugal, conduzia duas horas e meia por causa daqueles 100 metros. Mas sabia que aqueles 100 metros valiam ouro. Depois, conduzia duas horas e meia de regresso para me dizer", contou. Foi assim que o Corunha apresentou a tal proposta de um milhão de dólares. E o resto é história... de Nuno Espírito Santo e de Jorge Mendes.

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Nota: A assessoria do FC Porto esclareceu entretanto que a entrevista foi dada antes de Nuno Espírito Santo assinar como treinador dos dragões e só publicada agora.

Por Sérgio Krithinas
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