_
Foi já em jeito de fecho que aconteceu um dos momentos mais aguardados da gala dos Dragões de Ouro: o discurso de Jorge Nuno Pinto da Costa. O presidente dos azuis e brancos subiu ao palco e, depois de saudar todos os presentes, dedicou palavras sentidas a todos os galardoados.
Começando por Marega, o avançado maliano que foi eleito o futebolista do ano. O líder portista recordou os tempos de dificuldade do dianteiro nos primeiros tempos no Dragão, mas lembrou o momento de mudança que se verificou com a chegada de Sérgio Conceição.
"O Marega é realmente um exemplo. É um homem em quem poucos acreditaram durante algum tempo, mas que com a vinda do nosso treinador passou a saber que acreditavam nele, que iria ser importante no FC Porto. E depois de toda essa confiança, é para hoje importante para o FC Porto. É um espetáculo dentro do espetáculo", elogiou Pinto da Costa, falando também de Romário Baró, eleito atleta jovem do ano.
"O Baró parece uma gazela elegante dentro do campo, mas hoje passou de gazela a Dragão de Ouro. Um Dragão de Ouro cheio de talento ao serviço do futebol. Apesar de todo o seu talento, põe acima de tudo o interesse do coletivo. Ele vai ser uma grande realidade depois de ter recebido o prémio da juventude", apontou.
Pinto da Costa dedicou ainda algumas palavras a Nélson Puga, que recebeu o Dragão de Ouro de Carreira. "Isto é uma meta volante na sua longa carreira, na qual ele tem sabido conquistar todos os que com ele lidam. O Doutor Nelson Puga tem duas famílias: a nossa de sangue e o FC Porto. Em cada elemento com que convive, tem-nos como membros da sua família", referiu o presidente do FC Porto.
Sobre o futuro, o líder portista disse não querer viver o "tempo livre" que lhe resta "preocupado com os seus inimigos", mas sim "a amar e a gostar" dos que de si "gostam e amam", deixando, em jeito de conclusão, uma certeza. "Naturalmente, contando com a vossa ajuda, com o vosso entusiasmo, o FC Porto, seja com quem for, será sempre um grande clube", concluiu.