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Sair do Dragão é arriscar na sala de troféus

Sair do Dragão é arriscar na sala de troféus
• Foto: amândia queirós

Julen Lopetegui cumpre a sua primeira temporada no FC Porto mas os bons resultados a nível europeu parecem ter chamado a atenção do Real Madrid, onde a permanência de Carlo Ancelotti não é certa para a próxima temporada.

Igualmente incerta é a continuidade de Lopetegui no comando dos dragões: ainda pode ser campeão nacional e até europeu, mas uma eventual ausência de títulos na hora de fazer as contas finais pode fazer esquecer o vínculo até 2017 junto de Pinto da Costa. Neste último cenário, o treinador espanhol pode recorrer à história recente para ficar avisado: independentemente do sucesso que tenham tido no FC Porto, os treinadores têm-se dado mal no primeiro ano após a saída da Invicta.

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Saltos arriscados

Desde que Artur Jorge conquistou a Taça dos Campeões Europeus para os azuis e brancos em 1987, houve 21 saídas de treinadores do comando técnico do clube da Invicta e, na maioria dos casos, sucesso foi coisa que não acompanhou os técnicos nas novas aventuras.

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O próprio Artur Jorge saiu com a Europa aos seus pés mas rumou aos franceses do Matra Racing, onde não conquistou qualquer troféu. Poucos anos depois, a segunda despedida dos dragões correu melhor, atingindo o título no PSG.

Já Bobby Robson deixou as Antas em 1996 para abraçar um grande projeto no Barcelona, mas o título espanhol escapou-lhe, registando "apenas" no currículo a Taça do Rei e a Taça das Taças.

Por sua vez, Fernando Santos, atual selecionador nacional, deixou o FC Porto com boa imagem, saltando para os gregos do AEK, onde a primeira temporada na Grécia lhe trouxe a Taça.

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O Especial e os seguidores

Em 2004, José Mourinho saiu na hora da glória europeia, transportando para Londres a ambição de devolver um título ao Chelsea, que fugia aos blues há longas décadas. Prometeu e cumpriu: foi campeão e ainda venceu a Taça da Liga.

Já André Villas-Boas e Vítor Pereira não conseguiram repetir o sucesso lá fora. O primeiro dominou em Portugal e custou 15 milhões ao Chelsea, para acabar despedido a meio da temporada. O segundo, bicampeão nacional, saiu para uma aventura na Arábia Saudita que não proporcionou mais do que um bom encaixe financeiro e animadas conferências de imprensa.

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Para onde saíram os treinadores do FC Porto desde o primeiro título europeu:

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