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Mais de três meses depois da rotura total do ligamento cruzado anterior do joelho direito sofrida frente ao Sporting e que o obrigou a uma cirurgia, Samu mantém o foco no regresso à competição o mais cedo possível - Villas-Boas já o 'anunciou' para setembro... -, mas assume que esta paragem tem sido muito dura.
"Quando vou ao relvado e os vejo a treinar, mata-me por dentro. Quando eles jogam e eu não posso jogar... A verdade é que uma sensação horrível, mas estou a trabalhar todos os dias no duro para me poder livrar dessa sensação o mais rapidamente possível. A nível mental tem sido muito duro. Não poder ajudar os meus companheiros, estar com eles e com a equipa, foi muito complicado. Mas graças a Deus tenho a minha família e os meus amigos por perto e isso torna as coisas um pouco mais fáceis", afirmou o internacional espanhol à agência que o representa.
Tal como Record já avançara, Samu cumpre diariamente um plano rigoroso no Centro de Treinos e Formação Desportiva Jorge Costa, no Olival, sempre sob supervisão do departamento clínico e mesmo agora que o restante plantel já está quase todo de férias. A rotina é exigente e não abre espaço a desvios, mesmo com a época terminada. Segundo apurámos, o avançado encurtou ao máximo o período de férias. Ainda assim, não vai desligar-se do processo e vai fazer-se acompanhar, nesse período, por um fisioterapeuta do clube, garantindo continuidade no trabalho. Os sinais são positivos. Samu já realiza corrida em passadeiras sem gravidade, trabalho específico de membros inferiores e sessões de bicicleta, etapas que confirmam a evolução.