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Sem recurso passível de ser aplicado

Tendo sentido graves problemas com o relvado de Alvalade, o Sporting tentou várias soluções, como os tratamentos e os enxertos, antes de optar por uma medida drástica. No início de Outubro, resolveu a questão em duas penadas, assumindo a ruptura com a RED e negociando com a empresa belga Desso DLW, que utiliza o sistema "Grass Master", o qual combina relva natural com fibras sintéticas. Por incrível que pareça, a instalação do novo tapete, transportado em arcas frigoríficas, foi encerrada a 10 de Outubro e, no dia 20, o Sporting já jogou em casa com o Beira-Mar, tendo o comportamento do novo relvado sido plenamente satisfatório.

O FC Porto, todavia, não pondera a possibilidade de optar por uma solução idêntica (adoptada a nível europeu por Real Madrid e Liverpool, entre outros), não tendo descortinado ainda qualquer recurso passível de ser aplicado. Os custos iniciais são muito elevados, mas o que desmotiva os responsáveis portistas são as implicações com a manutenção a médio prazo, que continuam a tornar mais atractiva a viabilização de um relvado semeado. As fibras sintéticas do "Grass Master", sendo cosidas, sofrem desgaste com as intervenções no terreno e necessitam de grandes cuidados. As características do relvado dificultam ainda o processo de drenagem, fundamental para a qualidade de jogo em dias chuvosos. Não faltam saudades do primeiro relvado implantado nas Antas pela RED, no tempo de Bobby Robson. Porém, nessa altura, a relva foi semeada em Maio, apanhando o bom tempo do Verão e sendo utilizada imediatamente em Agosto.

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