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Os Super Dragões emitiram esta segunda-feira um comunicado a propósito do castigo de interdição dos sectores das claques no Estádio do Dragão, que foi aplicado ao FC Porto pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol e que será cumprido já na quarta-feira, na receção ao Ac. Viseu para a Allianz Cup.
"Jamais aceitaremos ser castigados por uma realidade em que não existíamos. Não pedimos privilégios. Exigimos justiça. Não aceitamos ser culpados por conveniência", escreveu a claque, nas redes sociais, já depois de explicar a realidade dos factos.
"A atual direção dos Super Dragões manifesta a sua mais profunda indignação e revolta perante a decisão de interditar os setores atualmente ocupados pela nossa claque no Estádio do Dragão. Um castigo absurdo, incompreensível e de uma injustiça gritante. Há factos que as entidades disciplinares parecem ignorar", insiste a claque de apoio ao FC Porto.
E prossegue com a sua argumentação. "30 de agosto de 2025, data dos acontecimentos no Sporting–FC Porto, em Alvalade. Nesta data não existíamos enquanto claque oficialmente reconhecida. Não tínhamos sequer associados, não recebíamos bilhetes, não tínhamos sectores atribuídos e nem sequer podíamos utilizar faixas ou bandeiras. Os bilhetes para Alvalade foram vendidos exclusivamente a sócios do FC Porto, sem qualquer intervenção da nossa associação. Os setores agora interditados no Estádio do Dragão também não eram ocupados pela nossa claque à data dos factos, precisamente porque não existia qualquer protocolo com o clube", recordam os Super Dragões, vincando que só a 1 de outubro de 2025 é que "foi assinado o protocolo que formalizou a nossa relação institucional com o FC Porto."
E questionam: "Como podemos ser responsabilizados por acontecimentos ocorridos quando nem sequer existíamos enquanto estrutura reconhecida? Que justiça é esta? Que critérios são estes? Basta existir uma claque hoje para ser responsabilizada por tudo o que aconteceu ontem? Parece que, para quem aplica os castigos, as claques são sempre culpadas. Até quando não existiam."
E, de seguida, rematam: "Não desculpabilizamos comportamentos incorretos. A pessoa envolvida foi identificada e levada a tribunal. Mas recusamos que milhares de adeptos sejam penalizados indiscriminadamente. A atual Direção dos Super Dragões tem demonstrado, com atitudes, uma dedicação absoluta, respeito inabalável e lealdade incondicional ao FC Porto, construindo com a atual Direção do clube uma relação sólida de confiança, diálogo e união. O nosso compromisso com o FC Porto é inquestionável. Assumimos as responsabilidades que nos pertencem."
Por Nuno Barbosa