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Taça de Portugal: Árbitro António Costa gostava que no fim ninguém falasse dele

Terça-feira, no decurso da sua habitual reunião, o Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol procedeu à nomeação do árbitro, assistentes e quarto árbitro para a final da Taça de Portugal, com Pinto de Sousa a referir-nos: "Sim, houve consenso entre todos os elementos do Conselho e o árbitro será António Costa, que estará acompanhado dos assistentes Luís Santos e Luís Vilhena, enquanto Emanuel Câmara será o quarto árbitro".

Confirmava-se, pois, a notícia já admitida por Record, e o CA federativo seguiu um critério de uma bem evidente uniformidade em relação à indicação do internacional de Setúbal. Pinto de Sousa adiantou ainda "em relação ao árbitro de uma eventual finalíssima, confesso que nada definimos, mas, se ela acontecer, resolveremos de imediato a situação".

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Já António Costa, depois de ter recebido um telefonema do presidente do CA a dar-lhe conta da indicação do seu nome para o jogo do Jamor, acabaria por nos referir:

"Claro que estou deveras satisfeito, até porque tinha uma secreta esperança de que esta nomeação se concretizaria. No entanto, não deixo de reconhecer que se trata de uma enorme responsabilidade, pois, para além de um clássico do futebol português, este jogo corresponde a uma final da Taça de Portugal."

- Uma final de Taça e logo um FC Porto-Sporting, um frente a frente entre dois históricos, o que obrigará o árbitro a cuidados de mil e uma ordem. É isso?

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- Em termos meramente pessoais, trata-se do concretizar de um sonho, até porque ainda nunca arbitrei qualquer jogo no Estádio Nacional, tendo, apenas, sido o quarto árbitro de uma final entre o Benfica e o Boavista, dirigida pelo Paulo Paraty. Quanto ao resto, dir-lhe-ei fundamentalmente isto: para mim, seria muito bom que no fim ninguém falasse do árbitro, o que significaria que as coisas teriam corrido da melhor forma. Aliás é isso que desejo e, oxalá, que no domingo, o Estádio Nacional seja o cenário de uma autêntica festa do futebol, com a correcção do público e dos jogadores a imperar de princípio ao fim.

PAIXÃO DO FUTEBOL E ANDEBOL

Antigo jogador de futebol do Belenenses "era o extremo-esquerdo de uma equipa de juniores treinada por Júlio Amador e onde, entre outros, também jogaram o José Couceiro, actual director-geral do Alverca, e o Figueiredo, um guarda-redes que, depois, viria a jogar na I Divisão", António Costa deixaria o futebol para a seguir praticar andebol, "isso aconteceu no Caramão da Ajuda, na altura a disputar a competição máxima".

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Para o jogo do Jamor, o árbitro da final da Taça não irá alterar em nada o seu esquema de preparação, pese embora a responsabilidade do encontro, tal como nos refere: "Irei cumprir o habitual programa de treinos que, em termos físicos, inclui sessões de trabalho nas instalações desportivas da Sobreda da Caparica. Para além disso, terei demoradas conversas com os dois árbitros assistentes, ambos de Setúbal, definindo alguns dos aspectos relacionados com o jogo. Domingo, conto almoçar com eles e, depois, seguir para o Estádio Nacional, tentando justificar a honra desta nomeação e contando, naturalmente, com a melhor colaboração por parte dos jogadores, o que se torna fundamental."

ESTA ÉPOCA JÁ DIRIGIU NAS ANTAS UM FC PORTO-SPORTING

No decurso da presente temporada, António Costa já arbitrou outros jogos onde intervieram dragões e leões, entre eles o encontro FC Porto-Sporting, da 1ª volta, do Campeonato da I Liga.

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Estes os desafios dirigidos pelo juiz de campo de Setúbal, onde actuaram o FC Porto e o Sporting:

2ª jornada Sporting, 2-V. Setúbal, 1

9ª jornada FC Porto, 3- Sporting, 0

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17ª jornada FC Porto, 2-Gil Vicente, 0

21ª jornada Rio Ave, 2- FC Porto, 2

Acrescente-se que sendo esta a terceira vez em que FC Porto e Sporting se encontram na final da Taça de Portugal, nas duas anteriores edições desse jogo, os árbitros foram, respectivamente, Francisco Lobo (Setúbal), num FC Porto, 1-Sporting, 1, na temporada de 1977-78, sendo, depois, Mário Luís (Santarém) a dirigir a finalíssima, Sporting, 2-FC Porto, 1, enquanto, na época de 1993-94, Fortunato Azevedo (Braga) arbitrou o FC Porto, 0-Sporting, 0, enquanto José Pratas (Évora) foi chamado a dirigir a finalíssima FC Porto, 2-Sporting, 1

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CARLOS ARSÉNIO

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