No dia em que se assinala o 18.º aniversário da vitória do FC Porto na Liga dos Campeões, em Gelsenkirchen, Vítor Baía recordou a importância que essa conquista teve para o clube e para os jogadores. O homem que naquela noite defendeu a baliza dos dragões não esquece a emoção e o significado que teve erguer tamanho troféu no ano seguinte ao triunfo na Taça UEFA.
"Na Liga dos Campeões só se fala nos vencedores, quem não a vence acaba por ser esquecido. Sentimos que tínhamos ali uma oportunidade de ouro para quase imortalizar o nosso feito, porque não estando nos ‘big five’, estando numa equipa grande de um país pequeno e conseguir uma Champions League já no modelo atual, é incrível. Tínhamos uma confiança inabalável nas nossas capacidades, aquele era o nosso momento. Ter vencido a Taça UEFA foi extraordinário, mas começámos a ver que a Champions era algo único, só daqui a uns anos é que se vai dar valor a este feito", começou por recordar o atual administrador da SAD portista, em declarações ao magazine da UEFA.
Vítor Baía lembrou que o Monaco era um adversário com muita qualidade e na primeira parte houve dois momentos importantes para desequilibrar os pratos da balança a favor do FC Porto. Por um lado, a lesão de Ludovic Giuly e, por outro, o golo de Carlos Alberto.
"Sabíamos que a equipa do Monaco tinha um grupo muito forte, tinha a ver com a velocidade do Giuly. O Monaco teve uma boa oportunidade para abrir o marcador, mas consegui antecipar-me, que era uma das minhas missões, controlar a profundidade, e no limite cheguei à bola juntamente com o Giuly. Consegui evitar um golo iminente na minha baliza e devido ao esforço que o Giuly fez nessa jogada, acabou por lesionar-se. Era uma equipa do Monaco muito forte, muito pressionante e muito rápida, com muita dinâmica, que nos criou muitas dificuldades. Naquele momento, a cinco minutos do intervalo, conseguimos desbloquear o jogo. Era importante ir para o intervalo a vencer uma final da Liga dos Campeões, e quando regressámos as coisas foram completamente diferentes", destacou Baía.
Para rematar, o antigo guarda-redes do FC Porto reforçou que a conquista da Champions foi algo "indescritível" e que elevou os jogadores para um "patamar de excelência".
"Foi indescritível a festa. Uma coisa é ganhar a Taça UEFA, que era algo extraordinário, outra coisa é ganhar a taça mais desejada do Mundo, aquela que nos define, que nos eleva a um patamar de excelência, e nós sentimos que estávamos na história. Sentimos ali que seria muito difícil alguém bater este feito, é indescritível. É onde nos sentimos verdadeiramente jogadores, onde nos sentimos importantes, é ali que faz a diferença, é o sonho de qualquer jogador do Mundo, poder vencer o troféu da Liga dos Campeões. É a competição mais importante, mais bem organizada do Mundo, a competição que todos os jogadores um dia gostariam de poder conquistar, nós conseguimos pelo FC Porto", lembrou Vítor Baía.
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