O "artista", a equipa que "não desarma" e a situação de Pepe: tudo o que disse Sérgio Conceição
Treinador do FC Porto lança encontro que fecha a 31.ª jornada da Liga Bwin
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Sérgio Conceição fez este domingo a antevisão ao jogo com o Arouca, encontro que encerra a 31.ª jornada da Liga Bwin amanhã, às 21H15.
Que jogo espera em Arouca?
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"Será um jogo difícil, contra uma equipa que tem feito um campeonato muito positivo, até acima das expetativas que algumas pessoas pudessem ter. Já defrontámos o Arouca esta época, mas são jogos diferentes."
Que evolução vê no Arouca desde o último confronto?
"Vejo um Arouca consistente como equipa, já não perdia há muito tempo, perdeu o último jogo, mas é uma equipa que no processo defensivo organiza-se de uma forma interessante, dificulta a tarefa do adversário, trabalha com uma coesão muito interessante e tem sempre na sua dinâmica em posse um futebol positivo, com jogadores que sabem o que fazem. O Armando [Evangelista] tem feito um excelente trabalho, sempre numa evolução constante. É importante estamos focados na nossa ida a Arouca e ganhamos os três pontos, para continuarmos firmes até ao final do campeonato."
Que impacto tem a vitória do Benfica no ímpeto da sua equipa?
"Muito sinceramente estamos atentos ao campeonato, não me compete analisar jogos dos adversários, mas sim preparar a minha equipa para o jogo de amanhã. Claro que estamos atentos ao que os adversários fazem, mas isso não interfere em nada na nossa caminhada. Hoje a sensação que me deu ao treinar a equipa é que vi uma equipa madura, que fez um treino com a mesma alegria de sempre, com dedicação máxima. Vi que aqui ninguém desarma, estamos firmes até ao final do campeonato. Depois fazem-se as contas."
Como é que a reação que teve no último jogo, ao festejar o golo, e a consequente expulsão, se refletiu no trabalho esta semana?
"Fui expulso por festejar o golo, não invadi a área técnica, é mentira. Só invadi a área técnica depois de ser expulso. A expressão 'artista' teve a ver com a expulsão injusta. Se me chamarem artista fico contente. Já fui expulso por festejar um golo, em Leiria, onde o banco de suplentes é em cima da linha lateral. O sr. Bruno Paixão expulsou-me por festejar um golo. Depois disso já houve o olhar fulminante, outras situações em que fui bem expulso porque me excedi. Mas o que vem no relatório agora é mentira. Ontem [no Benfica-Sp. Braga] houve bom senso, vi treinadores a invadir áreas técnicas de adversários e não houve nada. Depois de ser expulso, já disse o que disse ao João Pedro, aquilo que se passou com o nosso capitão, uma quantidade de situações... Um golo aos 90 minutos, num jogo em que as coisas não estavam a correr tão bem, corri atrás dos meus jogadores para festejar o golo".
Como foi a semana de Pepe, depois do que se passou no último jogo, onde diz ter sido apelidado de 'mono'?
"Quem tenta falar sobre um jogador que tem três Ligas do Campeões, quem insulta, provoca um jogador destes, que tem um Campeonato da Europa pelo nosso país, um dos jogadores mais titulados em Portugal e no Mundo, é um profissional com 40 anos que dá o que dá ao clube e à Seleção Nacional... Há uns que nascem para serem campeões, como o Pepe, e outros que nascem para ser comentadores, com análises de auto-ajuda e coisas do génreo. Uns nascem para ter vitórias no seu dia a dia que dão títulos, outros para esse tipo de situações, para serem comentadores ou fazer análise emocional em programas que passam na nossa televisão."
O FC Porto tem mais posse de bola que o adversário. Isso prejudica o rendimento ofensivo da equipa?
"Sinto que sim. A nossa dinâmica em posse, como nós tentamos desmontar uma organização defensiva do adversário, pode ser feita de várias maneiras, mas depois depende do que é a nossa estrutura e modelo tático. A partir daí defino como podemos chegar à baliza adversária. Neste momento, acho que tem-nos faltado sermos um bocadinho mais incisivos, mais agressivos no último terço. Temos mais posse de bola, que é nossa obrigação, mas temos de a materializar em ocasiões e golos."
Uribe vai deixar o clube como jogador livre. Como explica que jogadores nestas condições acabem por superar várias marcas pessoais no FC Porto?
"Eles têm de ter qualidade, talento, vontade de se desafiarem a eles próprios e ir ao limite, que por vezes não sabemos onde é. É sermos uns eternos insatisfeitos no nosso trabalho diário. Eu faço questão de ajudar os atletas nesse sentido, outros departamentos também os ajudam. Eles estão dispostos a sofrer um bocadinho e a partir daí a evolução é natural. Mas o Uribe é um 'profissionalão', está cá há quatro anos comigo."
O FC Porto parece que faz os seus melhores jogos quando o adversário joga de igual para igual. Pensa que o Arouca vai tentar fazer uma pressão mais alta? Ou tem receio que até se possa fechar mais?
"Isso depende do que é a estratégia do adversário. O que podemos é perceber a forma como o Arouca poderá tentar condicionar o nosso processo ofensivo e, a partir daí, preparar vários cenários. Quando uma equipa está em bloco baixo tem de se ter outras armas, mas há muito papagaio a falar disso sem saber..."