A substituição aos 60 minutos que levou os jogadores a questionar Farioli: Rodrigo Mora conta como foi

Prodígio portista e Gabri Veiga queriam jogar mais tempo

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Rodrigo Mora
Rodrigo Mora • Foto: Lusa/EPA

Com o desenrolar da época foi-se notando de forma cada vez mais evidente que Francesco Farioli tinha o minuto 60 como referência para proceder a substituições no onze, designadamente o médio criativo. Gabri Veiga e Rodrigo Mora foram os principais protagonistas dessa estratégia e, por isso, chegaram a questionar o técnico italiano sobre a opção. Tudo contado pelo prodígio portista.

"Não é fácil. Eu e o Gabri falávamos muito disso, ficávamos os dois chateados, porque queríamos muito jogar. Sair aos 60 minutos era um bocado chato para nós e falámos com o míster sobre isso, mas era a ideia dele e fomo-nos habituando. Eu e o Gabri temos uma relação muito boa", revelou Rodrigo Mora, em entrevista ao Canal 11, assumindo que gostaria de jogar em simultâneo com o espanhol: "Eu e o Gabri queríamos muito, mas o míster é que sabe e é ele que manda."

Mora não tem dúvidas de que Francesco Farioli tornou-o num jogador diferente, especialmente em termos defensivos. O médio sente-se mais completo, mas admite que foi difícil assimilar todos os princípios do treinador.

"Tive de me adaptar um bocado ao estilo de jogo do míster e mudar talvez a minha forma de jogar. Tive de me esforçar mais a nível físico e defensivo, que foi o que ele me pediu. Sinto que sou um jogador diferente e melhor em muitos aspetos. Defensivamente estou melhor e, com bola, agora vou buscar mais o jogo atrás para fazer a equipa jogar. Sou um jogador mais completo. Foi difícil tentar perceber o que ele queria e ver também o Gabri, que já estava mais habituado àquela posição. Foi um ano a pensar sempre no que podia melhorar, treino após treino. O míster percebeu o meu esforço e hoje sinto-me compensado, até porque fui campeão. Valeu a pena passar por momentos difíceis", recordou Mora, apontando a parte física como o aspeto mais forte do jogo de Farioli: "Acho que é a exigência física. Nós corremos muito e isso nota-se em todos os jogos e reflete-se no resultado. Foi algo que ele demonstrou que queria desde a pré-época."

Tendo cumprido tudo o que Farioli lhe pediu, o jovem criativo do FC Porto ouviu com agrado os elogios do italiano.

"Percebeu a minha maturidade e o quanto eu me esforcei para mudar para a tática dele. Não foi uma transição fácil mudar o meu estilo de jogo para o dele", admitiu Mora, recordando a primeira palestra do técnico: "Lembro-me de ele falar das 'feridas' que nós tínhamos da época passada e que ele também tinha (no Ajax), e que este era o momento para as curar. E esta época curou-as. Ele fala inglês connosco, se falar italiano é porque já está chateado."

Relativamente aos treinos, Rodrigo Mora revela que são "pesados e muito difíceis". "São parecidos com os jogos, sempre muito intensos. Respiramos pouco nos treinos. Ele exige o máximo, porque o treino prepara-te para o jogo", rematou o tema.

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