Para poder usar esta funcionalidade deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site do Record, efectue o seu registo gratuito.
Dragões irão recorrer até às últimas consequências
Seguir Autor:
A condenação do FC Porto ao pagamento de dois milhões de Euros ao Benfica, em virtude da divulgação dos afamados e-mails, é o principal assunto na ordem do dia. Por essa razão, as reações das partes envolvidas não se tem feito esperar, sendo que, desta feita, foi Nuno Brandão, advogado dos dragões, a comentar a decisão do Juízo Central Cível do Porto. Em declarações ao Porto Canal, Nuno Brandão assumiu não ter ainda estudado a decisão a fundo, mas apontou inúmeras incongruências e aspetos pouco claros que já decifrou de uma primeira análise.
"Não tivemos oportunidade para analisar a decisão com o tempo que gostaríamos, mas há aspetos que nos parecem obscuros e que não ficaram nítidos. O que foi possível perceber é que a sentença entendeu que há ilegalidade no comportamento do Francisco J. Marques na divulgação e posse dos emais, mas há dois blocos de factos: o primeiro é relativo à posse dos emails pelo Francisco J. Marques. Ele recebeu por fonte anónima um conjunto de 20 gigabytes de emails e foi dado como provado que ele ficou com a posse deles, mas não ficou provado que eles os tivesse usado. O que está em causa é a posse. O outro bloco de factos é o que diz respeito a algum conteúdo. Desses 20 gigabytes só 55 emails foram lidos parcialmente e com base neles foram tecidos comentários críticos. Esta é a segunda parte, a da divulgação. Quanto à primeira parte que é a da posse e não a do uso dos emails o tribunal entendeu que a posse implica violência de regras da concorrência", começou por dizer o advogado dos azuis e brancos, apontando, de seguida, que os emails foram tornados públicos por outras plataformas como, por exemplo, o 'Mercado de Benfica'.
"Não foi necessário avaliar a questão do uso porque foi dado como não provado que não foram usados e do nosso ponto de vista, procurámos mostrar que essa posse valia o que valia. Porque é facto publico e notório que, depois do Francisco J. Marques receber os emails, eles foram publicados pelo blogue 'Mercado de Benfica'. Houve disposição massiva desses elementos e, por isso, tratou-se de um segredo polo e chinelo. Não havia razão para ser considerado algo de ilegítimo ou algo de censurável que justificasse a aplicação de uma sentença indemnizatória. O 'Mercado de Benfica', segundo o que consta dos factos, não existiu e não existiu também divulgação massiva dos emails. Para além disso, não foi quantificada uma indemnização apesar de já ter sido oportunidade ao Benfica de quantificá-la", acrescentou.
Questionado sobre as pretensões apresentadas pelo Benfica, que reclamou danos ao bom nome e uma violação às regras da concorrência, Nuno Brandão clarificou que, na sua ótica, a decisão do Tribunal seguiu precisamente no sentido contrário.
"A pretensão apresentada pelo Benfica e pela SAD foi a de que a divulgação atentaria contra a concorrência e o bom nome do Benfica. Nenhum destes fundamentos colheu junto do tribunal. O facto de serem verdadeiros implica que não se possa dizer que há aqui uma violação da concorrência e também depois manifestou-se a ideia de que os emails serem verdadeiros existia base factual para que fossem divulgados e para que fossem emitidos os juízos de valor. E entendeu que não havia violação ao bom nome. Os dois fundamentos invocados foram afastados pelo tribunal", apontou.
Para chegar a esta decisão, Nuno Brandão referiu que o Tribunal recorreu a uma norma até então não utilizada, que "prevê a publicação de cartas confidenciais". "O tribunal invocou uma norma que não foi anteriormente invocada, que é o artigo 76 do CC que prevê a proibição da publicação de cartas confidenciais. E foi com base nessa norma que entendeu que havia ilicitude. Não percebemos a forma como foi dada a condenação nesta parte. Se por um lado diz que a ilegalidade está na publicação, por outro procura afastar o princípio da liberdade de expressão porque não foi feita divulgação na integra. E por outro lado a veracidade do conteúdo parece que não foi tida em conta e isto suscita muitas dúvidas", concluiu.
E. Amadora-FC Porto, da 31.ª jornada, agendado para as 18 horas, no domingo
Brasileiro vai ser titular pela 19.ª vez consecutiva no campeonato. Só Diogo Costa faz melhor
Após ver o estado do seu capitão, grupo aguardou comunicação do médio do FC Porto, que até ver não ocorreu
Clube francês já fez saber que não quer o ponta-de-lança de volta, mesmo que o FC Porto não exerça a opção de compra
Antigo internacional colombiano estudou medicina dentária antes de ser jogador de futebol
Representou as 'Super Águias' em 10 ocasiões
Homem terá amealhado, ao longo de cinco anos, mais de 14 milhões de euros em receitas
Coman foi o herói da meia-final ao apontar hat-trick. Ronaldo e Félix foram titulares