Alan Varela e o mercado: «Só quero um lugar no Mundial, não penso noutra coisa»

Argentino espera convocatória de Scaloni

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Alan Varela espera ser chamado para o Mundial'2026
Alan Varela espera ser chamado para o Mundial'2026 • Foto: FC Porto
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Alan Varela mostrou-se esperançado em conseguir um lugar na lista final de Lionel Scaloni, selecionador da Argentina, para o Mundial'2026. E essa é, por agora, a sua obsessão. O FC Porto e especialmente o mercado de transferências terão de esperar.

"Mercado? Estou tranquilo e totalmente focado aqui no FC Porto. Esses assuntos são tratados pelo meu empresário e neste momento não estou a pensar nisso. O meu objetivo, como já disse, é conseguir estar na lista do Mundial, por isso neste momento não penso noutra coisa", referiu, em entrevista ao La Nacion, da Argentina, na qual reiterou a solidez do seu sonho mundialista: "Ser tido em conta para uma lista de 55 jogadores para uma competição dessas é muito bonito, mas obviamente não me conformo com isso. Acho que tive um grande ano e uma grande temporada. Senti-me muito confortável aqui no FC Porto e acho que tenho hipóteses, mas ainda falta. Veremos o que acontece."

Recordado a sua passagem pelo Boca Juniors, que tem como presidente Juan Román Riquelme, com o qual trocar "algumas mensagens" pontualmente e a quem ofereceu "uma camisola do FC Porto recentemente", Alan Varela falou também da sua rivalidade com Otamendi em Portugal, já que o compatriota representou o Benfica nas últimas temporadas: "Com o Nico sempre tive uma ótima relação, dentro e fora de campo. Sempre houve respeito dos dois lados. Obviamente é um clássico e dentro de campo dá-se tudo, mas fora disso não há problema nenhum."

A finalizar, o médio deu conta do seu esforço para chegar a um patamar de alto nível no futebol, correspondendo à responsabilidade que sentiu quando foi pai pela primeira vez, aos 17 anos. "Quando somos miúdos não pensamos tanto nas vitórias nem em levantar taças, mas sim em desfrutar do futebol. Eu pensava sempre em desfrutar do futebol até nascer a minha filha, quando tinha 17 anos, e aí tudo ficou muito sério. Tive de trabalhar imenso para lhe dar uma vida melhor e chegar à equipa principal. Consegui, e a partir daí comecei a encarar o futebol como um meio de vida, mais para viver, mas também para deixar a minha marca na história de cada clube onde jogar", concluiu.

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