Alessandro: «Abre o leque de perigo para os adversários»
O futebolista brasileiro alinhou no FC Porto entre 1999/2000 e 2001/2002...
O futebolista brasileiro alinhou no FC Porto entre 1999/2000 e 2001/2002...
RECORD – Continua a acompanhar o FC Porto à distância?
ALESSANDRO – Sim, com certeza. Fiquei adepto do clube, pois sempre me trataram muito bem, apesar de alguma tristeza por não ter conseguido jogar mais.
R – O que falhou?
A – Penso que eu precisava de ter tido mais oportunidades, de uma forma mais regular, mas guardo as melhores recordações do clube, da cidade e das pessoas.
R – O atual FC Porto parece revitalizado com a subida de desempenho dos seus extremos. Como antigo jogador dessa posição, o que vale para um extremo marcar golos, além de assistir companheiros, que é talvez a sua primeira tarefa?
A – Olhe, os golos são muito importantes para aumentar a confiança de um jogador. No nosso caso, dos extremos, penso ser importante na medida em que abre o leque de potenciais perigos para o adversário, que não fica só a pensar no avançado-centro, no ponta-de-lança ou no médio mais ofensivo que chega mais perto da área. Têm de se preocupar com mais coisas, com mais jogadores... O FC Porto contratou o Quaresma, não é assim?
R – Certo. Ele e o Varela são os extremos titulares.
A – Os dois são muito habilidosos. A equipa vai beneficiar das suas capacidades, com certeza. E eles também sabem marcar, não é só servir...
R – A equipa estava a atravessar um momento difícil. Essa multiplicidade de marcadores ajuda a consolidar a fasquia exibicional?
A – Concordo. Golos ajudam sempre a dar a volta aos momentos mais complicados, pois fazem-nos acreditar mais que somos capazes de vencer. É bom ter variedade de marcadores, enfim, é bom marcar. A coisa mais importante de um jogo de futebol é o golo, não é assim? Portanto, marcar é sempre causa e consequência de boas exibições.