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André Silva e um eventual regresso à Seleção Nacional: «Por que não? Continua a ser um sonho»

Avançado do FC Porto fala da sintonia que manteve com o ídolo Cristiano Ronaldo ao serviço de Portugal

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André Silva
André Silva • Foto: Vítor Chi
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Na entrevista à Sport TV, exibida na noite desta sexta-feira, André Silva também falou da Seleção Nacional. E não escondeu que, depois de ter cumprido o sonho de voltar ao FC Porto, também mantém viva a esperança de poder voltar a representar o país com Jorge Jesus no comando técnico.

Diogo Costa no Mundial: "Acho que esteve bastante bem. Esteve acima da média e defendeu muito."

Estranhou ausência dos eleitos de Roberto Martínez: "Se calhar no início causou-me um bocado mais de estranheza, depois foi mais normal, porque nas últimas épocas também não estive no meu nível ou, se calhar, o contexto também não permitiu através dos números e isso. No início talvez um pouco com estranheza, mas depois.. respeito os treinadores, eles são os nossos líderes, são os capitães dos barcos e neste caso cada um com as suas ideias para trazer o melhor do clube ou das seleções."

Recebeu justificações?: "Não, com o mister Martínez só no início, na sua chegada só houve um momento em que estivemos juntos, a partir disso não houve mais conversa."

Sofria nos dias de divulgações das convocatórias: "Havia sempre uma expectativa e estava sempre pronto a tentar dar o meu melhor para que resultasse, mas era uma expectativa que eu sabia que não controlava de todo. Ficava tranquilo, à espera só do momento e respeitando."

Percebia o afastamento?: "O tempo e a energia que gastamos às vezes a perceber certas situações, quer dizer... no início não percebia tanto, depois acho que também pela minha carreira e momento que estava, acho que se calhar também não estava a produzir tanto para isso. Acho que houve bastantes situações, mas mesmo nas situações em que eu não percebia, acho que não depositava tanta energia ou tempo porque são coisas que não controlo e acho que a procura de explicações nos tiram um pouco do rumo e da situação em que queremos e como não controlamos, acho que o mais fácil e se calhar aquilo que nos ajudaria mais é aceitar."

Voltar à Seleção: "Sim, por que não? Continua a ser um sonho para mim representar a seleção. Sinto que o momento em que deixei de ir foi ontem, ou seja, tenho a sensação de que faço parte do espaço. Tenho a mesma vontade, o mesmo sonho de representar Portugal agora e nos próximos campeonatos. Por isso sempre foi uma missão minha e continuará a ser enquanto estiver no meu melhor."

Recebeu elogios de Cristiano Ronaldo: "Sim, sim, claramente que isso nos enche de confiança no momento. Isso já está no passado, é verdade, mas... mas se pudesse acontecer agora e tudo levasse para isso, eu ficaria orgulhoso. Mas acho que naquele momento eu vinha de uma trajetória em que passei de ser um miúdo a estar a jogar com o Cristiano, que era o meu ídolo, e jogar ao lado dele se calhar dava-me uma emoção e uma energia acima da média. Corria pela equipa, ajudava-o e também senti que com isso criava bastantes oportunidades para que ele marcasse e ao mesmo tempo senti que ele também quis e ficava contente de eu começar a marcar na Seleção."

Memórias com CR7: "Sim, mas acho que não eram palavras ou expressões, era mais por atitudes ou por olhares. No futebol, num jogo nós conseguimos ler, olhar e ver as expressões. E eu lembro-me de um momento importante que até acho que foi no meu primeiro golo, de ver na expressão do Cristiano e sentir que ele queria ou que estava à espera que eu marcasse. Não sei se tinha sido também uma interpretação minha ou não, mas acho que isso acaba por se sentir e totalizar. Sim, a empatia existia. Sim, e foi tornada pública também pelo próprio Cristiano."

Portugal no Mundial'2026: "Claro que depositava sempre bastante confiança pela qualidade que temos. A qualidade que temos é inegável. Enquanto grupo, vendo os campeões ou vendo os quatro que foram finalistas, acho que enquanto grupo também podíamos criar algo mais visto de fora. É mais fácil falar aqui de fora comparando a qualidade com esses quatro finalistas, acho que estamos no mesmo pé. Acho que o mais importante seria este momento do grupo e de união e de puxar por todos."

Cruzou-se com vários campeões do Mundo: "Sim, agora que me estou a lembrar de alguns, o Dani Olmo, o Zubimendi, o Merino e o Oyarzabal. Sim, acho que são jogadores de enorme qualidade. Uma das coisas que vem ao de cima foi a energia depositada diariamente no treino e a convicção, o carácter para ganhar, seja num meinho, seja para... e acho que é isso que nos faz chegar a grandes palcos e competir como se estivéssemos a competir no nosso jardim com os nossos colegas, com os nossos companheiros. Acho que é chegar aí e colocar mais uma vez aquilo que fizemos ou que vimos fazendo durante a semana. Acho que isso ajuda a criar essa união, a criar essa confiança porque se eu sei que o meu companheiro é capaz de dar o máximo por mim no treino e estamos a jogar entre nós, quando chega ao jogo jogar contra outros que nos querem também derrubar, entre aspas, competir connosco. A lógica coletiva de competitividade. Sim, acho que é capaz de trazer ao de cima esse... essa união de grupo e mostrar o carácter de cada um de nós, o que faz com que nós consigamos identificar e confiar uns nos outros."

Jorge Jesus vai trazer disso à Seleção?: "Sim, é verdade que eu não tive a oportunidade de trabalhar com o míster Jesus, mas por onde passou sempre ganhou títulos. Acho que é um treinador com carisma e capacidade de trazer isso ao de cima, pelo menos pelo trabalho visto de fora nas equipas onde passou."

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