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Líder dos dragões faz balanço positivo da época, mas lembra que o caminho "continua exigente"
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André Villas-Boas está satisfeito com a trajetória da equipa, quer a nível interno, quer externo, mas lembra que o futuro continuará a ser exigente. No seu artigo de opinião na revista Dragões, intitulado "Renovar é acreditar no método e na coragem", o presidente do FC Porto lembra que "nada está ganho", apontando aos obstáculos que vão surgindo pela frente.
"Nada está ganho. O caminho que temos pela frente continua exigente. Continuaremos a disputar tudo, contra tudo e contra todos: contra adversários fortes e em contextos difíceis, contra a narrativa carbonizada e plasmada de alguns “comentadores”, que de isentos têm pouco, em meios de comunicação social que anseiam pela nossa queda, chegando até a prevaricar com a honra dos atletas das equipas que defrontam o FC Porto e que dedicam horas a esmiuçar , em “loop” e com lupa, imagens à procura de penáltis inexistentes contra o FC Porto, sustentados por ex-membros de comissões não permanentes de arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol que continuam a intoxicar o trabalho dos árbitros a cada fim de semana. Por tudo isto, fevereiro será um mês determinante na nossa caminhada, onde a união em torno da equipa e dos seus objetivos é fundamental", escreveu André Villas-Boas, destacando a boa entrada dos dragões no novo ano civil.
"Janeiro trouxe-nos aquilo que define os grandes grupos: capacidade de sofrer, de resistir, de responder sob pressão e de vencer em contextos difíceis. As vitórias fora frente ao Santa Clara e ao Vitória de Guimarães, em dois campos exigentes, foram provas claras de maturidade e de carácter. Não foram jogos “fáceis”, nem poderiam ser. Foram jogos de determinação, de coragem e de espírito de luta, esse ADN que os outros invejam e que faz com que o FC Porto nunca se esconda, nunca se renda e nunca abdique. A isto somámos um triunfo frente ao Benfica na Taça, que nos coloca nas meias-finais e nos abre a porta para uma eliminatória decisiva com o Sporting CP ou contra o AVS SAD. Na Liga Europa, o percurso está a ser marcado por uma enorme demonstração da nosso ADN. Plzen foi o espelho desse caminho, um jogo de uma dureza que só um querer imenso conseguiria vergar. Com o Rangers, o que começou com uma adversidade, transformou-se num jogo em que toda a equipa mostrou que tem argumentos para passar à próxima fase com a sua ambição reforçada", prosseguiu o líder portista.
Relativamente à renovação do contrato com Francesco Farioli, André Villas-Boas reforçou a ideia de que fez a escolha certa quando contratou o técnico italiano, destando a excelência do seu trabalho e compromisso com os valores do clube.
"A renovação de Francesco Farioli representa muito mais do que a continuidade de um treinador. Representa a continuidade de um método. De uma forma de estar. De uma cultura de trabalho que encaixa no que somos. Desde o primeiro dia, Farioli compreendeu que o FC Porto não vive de atalhos nem de facilidades: vive de rigor, de trabalho, de ética, de simplicidade e de uma obsessão saudável pelo detalhe. Compreendeu também que, aqui, não há vitórias “a prazo” - há responsabilidade diária. A forma como tem desenvolvido a equipa, como tem valorizado os jogadores, como trabalha em estrutura, como se relaciona com a sua direção, e como coloca sempre o clube acima de qualquer ego, confirma-nos aquilo que vemos no Olival: competência, coerência e ambição. Os resultados, que nunca são obra de um homem só, mas sim de um coletivo que trabalha bem, são um reflexo dessa seriedade. O melhor arranque de sempre na nossa História no campeonato, os resultados históricos alcançados, a entrada direta nos oitavos de final da Liga Europa, a maturidade competitiva com que a equipa tem respondido às exigências, tudo isso tem assinatura: do grupo, do treino, do método, da liderança, do compromisso. E é isso que queremos preservar e potenciar. Renovar é acreditar. Renovar á dar estabilidade a um projeto que pretende devolver o FC Porto, de forma sustentada, ao lugar natural onde sempre esteve: o lugar dos títulos", apontou André Villas-Boas.
No que respeita ao mercado, o líder dos dragões enquadrou as contratações de Thiago Silva, Oskar Pietuszewski e Terem Moffi numa "lógica de clara".
"É por termos plena consciência dessa exigência que atuámos no mercado, reforçando a equipa de acordo com as necessidades identificadas pelo treinador e pela estrutura. As chegadas de Thiago Silva, de Oskar Pietuszewski e de Terem Moffi respondem a uma lógica clara: qualidade, perfil, carácter e utilidade para o projeto e as nossas ambições. E assim seguindo uma estratégia pensada, continuamos atentos ao que faz sentido, sempre com a mesma matriz: responsabilidade financeira e ambição desportiva", destacou.
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