André Villas-Boas: «Protocolos com os grupos organizados de adeptos são para refazer»

Candidato à presidência do FC Porto promete ser inflexível com quem tem vivido "à conta do FC Porto"

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• Foto: Nuno Gomes
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André Villas-Boas, presente esta segunda-feira nos Açores, ouviu os lamentos de sócios correspondentes pelos diferentes direitos que têm em relação aos sócios comuns. E a questão dos privilégios às claques também foi tema, com um adepto lá presente a dizer que não foi à final de Sevilha, apesar de ter lugar anual, afirmando que o líder dos Super Dragões, Fernando Madureira, não lhe vendeu bilhete e que levou com alguns adeptos que não eram sócios.

"Sim, repara, isto tem sido um tema frequente. Tudo o que são os protocolos com os grupos organizados de adeptos é para refazer. Porque eles não podem ter mais benefícios que os associados em geral. E esta aqui é que é a grande questão também e também é o fruto da vossa revolta, porque já chega", afirmou André Villas-Boas, mostrando compreensivo com os desabafos.

"Principalmente nos jogos grandes é onde tem sido gritante. Há imensos casos de pessoas que têm pago desde 150 a 300 euros, para os jogos mais importantes. Há Casas do FC Porto que se têm visto privadas de bilhetes. A casa do FC Penafiel acaba com um bilhete da casa do FC Porto de São Miguel. As Casas estão estranguladas em termos de bilhética, porque todos os bilhetes vão parar, infelizmente, a um grupo organizado de adeptos que usava esse mercado para compra e venda. Isso toda a gente sabe, toda a gente percebeu, e é o que toda a gente quer, que termine imediatamente", prosseguiu para concluir, depois, sobre o tema.

"Além de que lesa de forma clara o clube. É isso que tem que parar. Todas as pessoas que estão nesta candidatura, que vocês vão conhecer, estão em espírito de missão e de amor pelo FC Porto. E eu serei inflexível e implacável com toda e qualquer pessoa que tenha lesado o FC Porto. Porque não é possível que se tenha vivido à conta do FC Porto", concluiu.

Mudando de assunto, sobre uma eventual mudança estatutária relativa aos sócios correspondentes, prosseguiu assim: "O que poderemos discutir, um dia, no futuro, é se faz sentido haver a categoria de sócio correspondente. Porque se são esses, já que os benefícios são tão poucos, apesar de haver ali um pouco de desconto na cota, se calhar o mais fácil é não haver a categoria. Obrigaria a um esforço maior, mas traria todos os outros direitos. Portanto, isto é uma questão que tem que ser levantada, que virá nessa renovação estatutária. Como é estatutário, o sócio correspondente não pode fazer parte dos órgãos sociais, não pode ir a uma Assembleia Geral, não pode convocar uma Assembleia Geral, e naturalmente não pode exercer o seu direito de voto numa Assembleia Geral e Eleitoral."

Sobre a revisão que esteve para acontecer na AG de 13 de novembro, Villas-Boas rematou: "Eu acho que aqui o que era mais sensível era a escolha da data para uma mudança estatutária, a sete meses das eleições. Ou seja, em novembro, queria-se proceder a uma mudança estatutária que ia tirar capacidade eleitoral a muitos sócios. Ok, poderia abrir o voto online, que por exemplo no caso do Sporting não passou, foi chumbado. Depois haveria a discussão do voto nas casas, que no caso do Benfica, na eleição de Vieira, deu muita controvérsia, como vocês sabem. Portanto, a sete meses das eleições, o que parecia é que operacionalmente e logisticamente era impossível que a mesma correspondesse à mais alta transparência possível. Portanto, ainda bem que foi decidido desta forma."

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