André Villas-Boas recebeu os campeões de sub-15: «Falta a cereja no topo do bolo, que é a estreia destes miúdos pela equipa principal»
Presidente do FC Porto destacou uma vez mais o pleno do clube na formação
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André Villas-Boas esteve no Museu FC Porto, nesta segunda-feira, para receber o troféu referente à conquista do campeonato nacional de sub-15. Uma vitória que permitiu ao FC Porto fazer o pleno na formação, com os triunfos também em sub-19 e sub-17. Um motivo de orgulho para o líder do clube.
"Em primeiro lugar, quero dar os parabéns à nossa equipa de sub-15, que alcançou o pleno e que nos honrou ao conquistar um título que nos fugia desde 2011. Este escalão é o início do processo formativo de um jogador jovem e esperemos que o prossigam noutros patamares, nos sub-17, sub-19, equipa B e plantel principal, até ao fim. Este pleno espoleta sentimentos, emoções e alegrias enormes. Significa muito para a massa associativa do FC Porto sermos os únicos a consegui-lo, e logo pela terceira vez. É o complemento de um grande processo formativo e uma marca de qualidade que distingue o FC Porto. Falta a cereja no topo do bolo, que é a estreia de todos estes miúdos pela equipa principal. Enquanto direção, cabe-nos garantir que isso aconteça. Eles sempre acreditaram que é possível e ficaremos honrados quando acontecerem essas estreias, que tanto emocionam os adeptos do clube", começou por referir o presidente, em declarações aos meios de comunicação do FC Porto.
O líder dos dragões admitiu que o ideal é formar a ganhar, face à cultura de vitória do clube, mas lembrou que o mais importante é vencer na equipa principal, dando o exemplo de Diogo Costa.
"Não é decisivo, mas ajuda. Em primeiro lugar, pela cultura de vitória do FC Porto, que é uma propriedade nossa. Somos o clube mais vitorioso no futebol nacional e isso é uma marca que nos distingue e que deve estar sempre presente. Não distingue um processo formativo de qualidade, porque já tivemos muitos jogadores que chegaram à equipa principal com mais ou menos títulos na formação. Ou seja, no currículo do Diogo Costa não vamos ver quantos títulos ganhou na formação. No currículo do Diogo Costa ninguém vê quantos títulos ele ganhou na formação, como é óbvio. Queremos, isso sim, que ele se afirme como sénior, que se distinga pelo seu talento e que nos ajude a chegar ao título de campeão nacional pela equipa principal. Mas é um processo que faz parte da formação: vencer, acreditar, ganhar à Porto. É uma cultura de vitórias que está bem intrínseca neste clube. Depois, o talento é o mais importante para que estes jovens se possam afirmar na equipa principal", prosseguiu André Villas-Boas, lembrando que a evolução dos jovens tem de ser feita de forma sólida.
"Espero que haja continuidade. Essa continuidade é o processo de acompanhamento. Muitos destes sub-15 vão transitar para os sub-17, parte dos sub-17 transitarão para os sub-19 e por aí fora. A continuação deste processo tem de ser sólida e tem de os ajudar a crescer. Há uma fase de crença no talento, porque alguns desenvolvem-se mais tarde e é essa parte que está ligada à direção da formação, bem como ao scouting e aos treinadores, que devem ser capazes de distinguir quando é que cada um deles vai explodir e quando é que cada um deles consegue vencer etapas para chegar mais rapidamente à equipa principal. Há muitos que o fazem em antecipação e temos o exemplo recente do Rodrigo Mora. Quando os processos são acelerados, temos talento evidente ao qual nos vinculamos e queremos que eles triunfem. Há um timing para o fazerem, mas todos esperamos que quanto mais cedo, melhor. Espero que eles consigam vencer em todas as etapas", rematou.