Ao ataque com calma

Entende um “jogo descontrolado” como um “sinal de incompetência”...

Ao ataque com calma
Ao ataque com calma • Foto: JOSÉ MOREIRA
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Com 40 golos marcados em 18 jogos oficiais esta temporada, o atual FC Porto faz da capacidade de concretização uma das suas imagens de marca. A média de 2,2 tentos apontados por partida satisfaz Vítor Pereira, mas este recusa recolher todos os créditos do pulsar goleador dos dragões, ainda que, como o próprio lembrou, marcar muito e sofrer pouco seja habitual nas suas equipas.

“Eu não marco golos, portanto não é mérito meu. O meu trabalho é tentar organizar os talentos da melhor forma possível, mas basta verificar os registos para perceberem que as equipas com que tenho trabalhado marcam muitos golos e sofrem poucos”, disse. Record acedeu ao repto e foi tirar o histórico do técnico a limpo.

Em 2005/06, ao leme do Sp.Espinho, na Série B da 2.ª Divisão, Vítor Pereira não pôde jogar só ao ataque, terminando apenas como a 8.ª equipa da prova com mais golos apontados (31), mas a 1.ª com menos sofridos (16). Ainda no clube da sua terra e na mesma divisão, já na época seguinte, conseguiu o 3.º melhor ataque (44) e a 6.ª defesa mais eficaz (30).

Os números melhoraram ainda mais quando se mudou para os Açores, para disputar a 2.ª Liga. No Santa Clara, em 2008/09, orientou o 3.º conjunto mais concretizador (45) e o 2.ª com menos golos sofridos (32). Na temporada que se seguiu, os açorianos foram os mais concretizadores (45) e tiveram a 3.ª melhor defesa (29). Nestas quatro temporadas, Vítor Pereira nunca terminou um campeonato abaixo da 4.ª posição.

Vincada que ficou a sua propensão para o golo, o técnico lembrou que, “mais do que tudo”, gosta de dominar os jogos. “Eu detesto um jogo descontrolado. Para mim, um jogo partido, com ocasiões de golos cá e lá, é sinal de incompetência. Se fosse espectador provavelmente gostaria de um jogo assim, mas nós trabalhamos para organizar estes processos. Eu gosto que as minhas equipas controlem os jogos segundo a sua identidade, que neste caso passa por ter bola, ter iniciativa e ser agressiva na perda da bola, sempre com bom jogo posicional e em equilíbrio.”

NÚMEROS

5 - máximo de golos marcados pelo FC Porto num só encontro esta temporada. Foi na 8.ª jornada do campeonato nacional, na receção ao Marítimo

2 - máximo de golos sofridos pelos dragões apenas numa partida esta época. D. Kiev, Rio Ave e Olhanense foram os três adversários que conseguiram tal feito

283 minutos demorou o FC Porto a sofrer o seu primeiro golo oficial da época. Foi à 3.ª jornada da Liga. Em contrapartida demorou apenas 91 minutos a marcar. O autor foi Jackson, na Supertaça Nacional

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