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Apito Dourado: Pinto da Costa e Jacinto Paixão ilibados

Todos os arguidos no processo judicial sobre o jogo FC Porto-Estrela da Amadora, incluindo o presidente portista Pinto da Costa e Jacinto Paixão, foram ilibados das acusações, disse hoje à Agência Lusa o advogado do ex-árbitro de futebol.

"O Ministério Público do Porto proferiu um despacho no qual entende que não há nexo na casualidade dos factos que indiciem qualquer crime de corrupção desportiva", disse António Pragal Colaço.

Além de Pinto da Costa e Jacinto Paixão, este caso, inserido no mega-processo "Apito Dourado" sobre corrupção no futebol, tinha ainda como arguidos o administrador da SAD do FC Porto Reinaldo Teles, o ex-árbitro António Garrido e o agente de futebolistas António Araújo.

"Por inerência, os outros arguidos no processo viram também o seu processo arquivado", explicou o advogado.

A notificação, entregue sexta-feira, refere-se apenas ao caso do FC Porto-Estrela Amadora: Jacinto Paixão tem ainda um processo a decorrer, por ter sido mencionado pelo presidente da Liga de clubes, Valentim Loureiro, numa escuta de que foi alvo relativa a um encontro Boavista-Estrela da Amadora.

No caso de Pinto da Costa, trata-se de uma vitória parcial num processo em que, no total, o presidente do FC Porto estava indiciado de dois crimes de corrupção desportiva activa, dois crimes de tráfico de influência na forma activa e um crime de falsificação de documento qualificado sob a forma de cumplicidade.

António Pragal Colaço vai agora reunir com o seu cliente ainda esta semana, com o objectivo de discutir "que tipo de acções" vão intentar "para que o Jacinto Paixão seja ressarcido dos danos que teve".

Jacinto Paixão, que nos últimos tempos dirigia encontros dos escalões inferiores, abandonou a arbitragem na sequência do processo "Apito Dourado".

"Ele não pensa voltar e já manifestou essa intenção publicamente. Ficou extremamente agastado com a situação e falta de apoio", disse o seu advogado.

Em declarações ao Maisfutebol, Jacinto Paixão afirmou sentir-se "feliz" com esta decisão, porque "finalmente foi reposta a verdade e foi feita justiça", mas sublinhou: "Estou triste por não ter contado, por parte do Conselho de Arbitragem da Federação, com o apoio que merecia como inocente que sempre fui".

"Sempre fui uma pessoa vista no seio da arbitragem como alguém que não era bem-vindo... Fui sempre um bode expiatório. O Jacinto Paixão sempre foi a explicação para todos os males que havia na arbitragem, mas agora posso sair do meio com a cabeça levantada. A Justiça mostrou que estou inocente", acrescentou.

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