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Companheiro de equipa no FC Porto enaltece o respeito generalizado que bibota conquistou
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Partilhou o balneário do FC Porto durante largas épocas com Fernando Gomes e não faltou à última despedida ao bibota, que faleceu no sábado, aos 66 anos. Em conversa com os jornalistas, Augusto Inácio lamentou a perda de "um grande homem".
"São sempre momentos complicados e difíceis. Desaparece do nosso convívio um grande homem, um grande capitão e um grande jogador e isso mexe sempre com qualquer pessoa", disse o antigo jogador, técnico e dirigente, antes de confessar uma mágoa dos tempos em que foram companheiros: "Guardo a memória de um grande colega de balneário e capitão, que tenho uma enorme pena que não tenha estado presente, porque merecia, na final de Viena, contribuiu muito para lá chegarmos."
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Augusto Inácio deixou também rasgados elogios aos dotes futebolísticos de Fernando Gomes. "É daquele tipo de jogador, que se olharmos bem para o futebol mundial, não encontramos muitos como ele. Era exímio, tinha um faro pelo golo, descobria espaços onde ninguém se apercebia e marcava muitos golos. Perdeu-se um grande valor do futebol português e do futebol mundial, já que era reconhecido internacionalmente", sublinhou, deixando um conselho aos mais novos: "Vejam no YouTube como ele jogava e marcava golos."
Considerando que "o respeito que tinha pelo jogo é o maior legado" deixado por Fernando Gomes, o antigo jogador realçou também a forma como o símbolo do FC Porto se tornou unânime no futebol nacional. "Basta ver e ouvir as pessoas de outros clubes a falar do Fernando para se perceber o respeito que têm por ele. Ao longo de uma carreira inteira soube construir uma boa imagem enquanto jogador, mas enquanto homem também. É uma perda não só para o FC Porto, mas também para o futebol nacional porque penso que ganhou o respeito de todos os clubes e como pessoa também. Ganhou o respeito de todos os clubes."
Augusto abordou também o papel de Fernando Gomes enquanto capitão de equipa. "Nas nossas reclamações e reivindicações, ele dava a cara. Quando alguma coisa não corria bem, era o primeiro a dar o grito de incentivo. Nos treinos, para nos aplicarmos cada vez mais, porque no FC Porto um empate era uma derrota e só a vitória interessava, tinha sempre palavra de capitão e líder perante um grupo que era bom, mas ficava melhor com as palavras dele", disse, antes de partilhar uma última história sobre o seu amigo.
"Houve um jogo em que jogámos com o Dínamo Zagrev em casa, precisávamos de ganhar e aos 87 min ele marca o golo, na baliza norte. Ele começou a correr na minha direção, eu abro os braços para o abraçar, mas ele finta-me e vai a correr pela pista para saudar os adeptos. No final, chamei-lhe a atenção por me ter ignorado e ele disse que ‘já estava cego, não via nada e só queria saudar os adeptos’. Ele vivia o golo e o FC Porto como ninguém", terminou.
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