De servente de pedreiro a craque no FC Porto: esta é a história de Tiquinho Soares

Avançado, que foi também churrasqueiro e vendeu gelados, cumpriu o sonho de ser jogador de futebol

• Foto: Paulo Calado

Nasceu Francisco mas a mãe chamava-o 'Tiquinho', porque era muito pequeno. E Tiquinho ficou, até hoje. O avançado do FC Porto, agora com 1,87 metros, contou à ESPN algumas das dificuldades por que passou na infância e as batalhas que teve de travar para poder tornar-se no futebolista que é.

"Já trabalhei em muitas coisas, como servente de pedreiro, churrasqueiro e vendia sacolé (gelados) também, lá no sertão da Paraíba. Um dia fui vender sacolé num jogo da minha cidade e o 'pessoal' acabou com todos os meus produtos. O problema é que ninguém me pagou e voltei para casa sem dinheiro", contou Tiquinho Soares, lembrando a infância difícil.

Ao mesmo tempo que procurava ajudar os pais financeiramente, Tiquinho jogava futebol. "Comecei a jogar em Sousa, na Paraíba, na escolinha de um amigo meu. Depois fui para Natal jogar equipas de bairro. Rodei em equipas de vários amigos, até que surgiu a oportunidade de jogar meu primeiro estadual de base, pelo Palmeiras das Rocas, onde fui o melhor marcador do campeonato de sub-17, com 20 golos. Foi aí que  o América-RN me contratou".

Entre 2012 e 2014 jogou em 9 clubes diferentes até que acabou por vir para Portugal. "O Nacional procurou-me e eu aceitei. A maior dificuldade que senti foi o ritmo de jogo, que é muito mais intenso que no Brasil."

Depois de uma época no V. Guimarães, Tiquinho acabou no FC Porto, onde se mantém. "Jogar no FC Porto é ter vontade, raça e determinação. É um clube que exige isso de todos os jogadores. Como os adeptos dizem, nós só podemos baixar a cabeça para beijar o símbolo. O meu primeiro objetivo já foi conquistado, que era conquistar um título pelo FC Porto e estou muito feliz com isso."

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