Dez trunfos do FC Porto: Pietuszewski, um prodígio pronto a devorar o mundo
Veio sem passado exuberante, mas revelou-se um fenómeno. O futuro pertence-lhe e a fúria adolescente alimenta ambição legítima: ser ainda maior
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Chegou sem dar nas vistas, quase em silêncio e com ambições moderadas; começou o percurso como reforço modesto, pelo preço (8M€ que podem chegar aos 10M€) e pela expectativa, afastado da lista europeia para a segunda parte da época; polaco, logo se percebeu o papel destinado a Bednarek e Kiwior na adaptação ao meio e ao upgrade de carreira que o FC Porto representou para um jovem ainda à procura de dar o passo que o seu talento, afinal, justificava – não foi capricho que os azuis e brancos tenham colocado cláusula de rescisão de 60M€, sinal de que, também em silêncio, não faltava quem acreditasse no potencial do jogador. Foi aparecendo aos poucos, aumentando o tempo de participação nos jogos, com boas indicações dadas em posições nas quais o FC Porto estava (e está) bem servido: extremo como Pepê, Borja Sainz e William Gomes. Pietuszewski atua junto às linhas, tendo o pé direito como dominante no seu jogo, atuando à direita e à esquerda, onde melhor se expressou. A timidez inicial deu lugar à confirmação de prodígio ambicioso, seguro de um talento superior, com ilusões depositadas no futuro, e que se preparou para delimitar o seu espaço na casa azul e branca. Começou por conquistar o FC Porto, está agora prontinho para devorar o Mundo. Assim tenha uma oportunidade para o fazer – e permitam-me a sensação de que ela vai surgir fatalmente.