Documentário do FC Porto: Alvalade, a correria de Froholdt e a inesperada dúvida de Diogo Costa
Dragões lançaram série documental sobre a campanha de 2025/26
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O segundo episódio da série documental lançada pelo FC Porto sobre a temporada 2025/26, esta quinta-feira, começa em Alvalade. Foi na casa do rival Sporting, onde venceram por 2-1, que os dragões sentiram ter marcado posição como um real candidato à conquista do título.
"O jogo contra o Sporting foi especial. Estávamos mesmo preparados, estávamos mesmo com o espírito vamos lá batê-los. Fiz o 1-0, o que acabou por ser importante para mim e para a temporada", recordou De Jong, com Samu a sentir que nesse mesmo jogo "mudou o chip" e Alberto Costa a destacar o marcar de território, ele que protagonizou um corte em momento defensivo muito celebrado nas bancadas: "Nesse jogo Portugal inteiro percebeu que estávamos ali. O corte? Quando vejo que vêm três só meto na cabeça que tenho de correr e tentar cortar. Foi um grande momento, foi um momento de euforia."
"Foi um dos golos mais importantes do ano, sim. Faço sempre um exercício de visualização antes dos jogos e no Casa Pia já tinha feito um parecido… Fui feliz e consegui fazer um golaço", lembrou William Gomes, com Froholdt a valorizar a qualidade dos leões, assim como do Benfica, como pano de fundo para o que viria a ser a conquista do título: "O Sporting fez uma grande época, esteve muito bem na Liga dos Campeões também, portanto para nós é uma grande satisfação vencer o campeonato à frente de duas boas equipas como o Sporting e o Benfica."
A série documental mostra o ambiente pré-clássico assim como os festejos dos dragões no balneário após a partida e, neste momento, é possível ouvir também parte da mensagem que Farioli endereçou ao grupo. "Não é só ganhar, é identificar também como ganhámos. À parte disto, o que dizer?", questionou o técnico, deixando na parte final o semblante sério para mostrar um largo sorriso.
As primeiras lesões
Na primeira metade da temporada o FC Porto perdeu desde logo duas opções: Nehuén Pérez e De Jong. O holandês conta o que lhe passou pela cabeça e revela a curiosidade de ter ido assistir a alguns jogos em casa de... bicicleta. "Estava com boas sensações e depois, num jogo-treino, num choque com o guarda-redes, tive a primeira lesão. Sentia-me de novo bem e depois, num outro movimento, há a outra lesão. Foi difícil, foi difícil porque a época acabou… E pensar, com a minha idade, o que isso pode significar? Podes ficar um pouco em baixo, mas depois é olhar para os próximos passos. E na realidade foi a minha primeira grande lesão na carreira, algo novo para mim. Sei que temos várias opções, mas eu disse ao departamento médico que confiava neles e que queria continuar com a equipa, sentir-me envolvido na equipa, estar com eles. (…) Tinha que conduzir para ir aos jogos em casa, então, sendo holandês, pensei, porque não ir de bicicleta? E fui.. de boné claro, mas foi uma experiência muito boa, ver os adeptos a ir para o estádio e tudo..."
Pelo seu lado, Nehuén Pérez também perdeu quase toda a temporada. "Soube desde o início que era grave. Sempre enfrentei isso de uma forma positiva e isso foi muito importante para recuperar bem como consegui e um pouco mais cedo também. Não foi fácil, foram 8 meses, mas aprendi a valorizar outras coisas também", recordou o argentino, cujo regresso ao Olival foi bastante saudado, como é possível perceber nas imagens.
Froholdt incansável e a dúvida de Diogo
Por esta altura, perto da viragem do ano civil, Froholdt estava já longe de ser um desconhecido para os adeptos de futebol nacionais. Contra o Arouca, o dinamarquês foi autor de uma correria desenfreada cujas imagens acabaram por se tornar virais e, na suas próprias palavras, tal não é mais do que a forma como quer representar o clube. "Importa a equipa, importa o resultado, mas claro é também a forma como eu quero representar o clube", disse o jovem.
Com Bednarek e Kiwior a repartirem com toda a equipa os louros da segurança defensiva que consagrou a "Muralha polaca", um outro momento curioso é protagonizado por Diogo Costa, que assume as dúvidas que assolam qualquer jogador ao longo da temporada, mesmo um com a capacidade do internacional português. "No jogo em Alverca foi a primeira vez que tive mais trabalho, tive mesmo. E antes havia aquela dúvida, 'quando for preciso eu vou estar à altura?' Então foi bom sentir isso, foi bom ganhar e passarmos um Natal tranquilo com essa vitória."