Encaixar como uma luva no FC Porto, a ansiedade de disputar a Champions e viver... sozinho: Froholdt abre o livro
Médio dinamarquês faz o balanço de uma época de sucesso
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Figura maior do FC Porto campeão, Victor Froholdt reconhece ter vivido um "ano louco". Em entrevista ao jornal dinamarquês 'Bold', o médio de 20 anos, fez o balanço de uma época "mesmo, mesmo" boa no seu ponto de vista.
"Foi um ano louco a nível pessoal, mas também na equipa. Tivemos uma evolução incrível. Uma equipa jovem, acabámos por conquistar o campeonato juntos e dedicámo-lo à cidade, à equipa, aos adeptos que ansiavam por isso há alguns anos, por isso, ter podido fazer parte disso, contribuir para isso e ter crescido imenso, tanto como pessoa, como também como jogador de futebol, foi muito bom. Diria que foi um ano mesmo, mesmo muito bom para mim".
Evolução esta época: "Na verdade, onde mais evoluí foi a nível humano. Ter de me mudar para um novo país foi algo novo: viver lá sozinho, interagir com uma nova cultura, um monte de gente de todo mundo que não conheces... O facto de me ter adaptado a isso, de me sentir em casa, mas ao mesmo tempo de ter conseguido que o futebol acompanhasse e me tenha desenvolvido como jogador fez com que fosse um ano incrível para mim e mostra que foi o passo certo. Acho que foi bom vir para um clube que vive para o futebol e também conseguir conquistar um campeonato. E com os dois prémios que recebi no final, como Jogador do Ano e Jovem Jogador do Ano da Liga, foi mesmo um ano mesmo, mesmo muito bom para mim. Agora estou ansioso por ainda mais coisas. Também quero ter um desempenho ainda melhor a nível nacional, tenho de provar que sou capaz de estar entre os melhores. Por isso, há imensas coisas que tenho de fazer agora com toda a garra e determinação, e estou muito contente com a época que fiz".
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Posição: "Sou um jogador que pode cobrir várias posições. Mas se quero ser um dos melhores e ser um pilar da equipa, tenho de jogar no centro do campo."
Transferência para o FC Porto: "Era bastante óbvio que o FC Porto estava interessado. Percebi logo que era o passo certo para mim. Sabia que era uma liga na qual me iria encaixar bem. Teria uma condição física que me permitisse integrar aquela equipa e preencher as lacunas que tinha, ao mesmo tempo que desenvolvia muitas habilidades técnicas e tudo aquilo em que precisava de melhorar. O facto de ir para um clube que não ganhava um campeonato há alguns anos [FC Porto não arrecadava o título desde 21/22], e poder contribuir e lutar para trazer o clube de volta ao lugar onde ele pertence foi uma enorme motivação. Na verdade, tinha bastante consciência de que era isso que queria e estava pronto para um novo desafio".
O que mudou afinal? "Sabia que ia ser difícil ao mudar-me sozinho para o estrangeiro, mas acho que não tinha noção do quão difícil ia ser. Também tenho a sorte de o futebol ter corrido bem desde o início, o que facilitou as coisas. Mas tens de desenvolver algumas qualidades humanas e de personalidade para criares uma vida social quando vives sozinho num país novo e que te é estranho. Por isso, acho claramente que houve uma evolução, mas ainda tenho muito a aprender. Tanto como pessoa como jogador de futebol. Quando te mudas sozinho para o estrangeiro, ficas por tua conta: tens uma casa inteira para ti, tens de aprender a arranjar tempo para sair. Tens de sair e conhecer pessoas, criar novas relações. Podes passar algum tempo com elas ou então pode tornar-se solitário e difícil".
E o que virá aí na próxima época? "Ainda há muitas coisas! Só tenho um jogo da Liga dos Campeões no meu currículo, por isso, estou ansioso de poder disputar uma campanha completa da Champions com o FC Porto. É o maior torneio da Europa. Estamos ansiosos por isso. Testar-nos a esse nível... É algo que queremos muito como equipa, mas também individualmente. Mas a seleção nacional é, provavelmente, uma das coisas mais importantes para mim também, poder dar o meu melhor lá e contribuir para a Dinamarca".