Esbanjamento caseiro após época imaculada
A irregularidade continua presente na caminhada do FC Porto na SuperLiga. A sofrida vitória em Setúbal parecia ter funcionado como bálsamo essencial para a estabilidade do conjunto. Porém, no regresso ao Dragão - num dia tão especial para a família azul e branca -, o FC Porto voltou a "derrapar", perdendo pela segunda vez consecutiva diante dos seus adeptos, algo que não sucedia desde a época 1996/97.
Salgueiros e Sporting foram os "carrascos" da última vez. Agora, os "desmacha-prazeres" não têm nome começado por S, mas sim por B, pois antes do Beira-Mar, também o Boavista tinha saído com os três pontos do reduto portista. Mas, as coincidências não se ficam por aqui. Há oito anos, o resultado foi sempre 1-2 (Abílio e Luís Carlos fizeram os golos dos homens de Paranhos, enquanto Beto e Pedro Barbosa "facturaram" pelos leões). Agora, o "placard" fica pelo 0-1 e os golos, em vez de portugueses, são assinados por brasileiros (Cafú e Beto).
Recorde-se, no entanto, que em 1996/97 nem as duas derrotas consecutivas atrapalharam a marcha do FC Porto de António Oliveira. No final, o título foi festejado com 13 pontos de vantagem para o Sporting e 27 (!) em relação ao Benfica.
Mas, por agora, é de realçar o facto de os azuis e brancos não apresentarem nem 50 por cento de êxitos em casa (três triunfos em sete jogos). A época passada ganharam as 17 partidas e nas cinco temporadas anteriores apenas somaram dois desaires. Tantos como agora!
Tranças não dão sorte
Carlos Alberto, ontem titular em detrimento de Maniche, surgiu em campo "transfigurado": com longas tranças azuis e brancas, as cores do FC Porto. Não sabemos onde é que o brasileiro se inspirou, mas recentemente os portistas apanharam um adversário com o mesmo tipo de visual. Falamos do também brasileiro Wagner Love, do CSKA. Mas as tranças não são sinónimo de sorte...