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Farioli "volta a ver a luz" e Nápoles volta a casa com "ossos partidos": imprensa italiana rendida ao FC Porto
Azuis e brancos arrasaram o Nápoles para somarem o primeiro triunfo na Liga dos Campeões
O FC Porto somou a primeira vitória nesta edição da Liga dos Campeões e não fez por menos, logo a arrasar (4-1) o Nápoles. A imprensa italiana vê sinais de alarme na formação orientada por Massimiliano Allegri e não poupou nos elogios aos azuis e brancos.
"A cidade do Porto tem uma alcunha que a caracteriza. Chamam-lhe 'Cidade Invicta'. Ou seja, 'nunca domada'. Os rapazes de Farioli explicaram-no rapidamente ao Nápoles de Allegri, que regressa a Itália com os ossos partidos e muitas dúvidas sobre o futuro", pode ler-se na Gazzetta dello Sport, que destacou o regresso dos italianos após o intervalo. "O Nápoles na segunda parte parecia um navio em plena tempestade a levar baldes de água à esquerda e à direita", acrescenta.
Por outro lado, o conceituado jornal transalpino destaca o nível apresentado por este FC Porto liderado por um italiano. "Farioli mostrou todo o material de luxo que tem na montra. Desde logo, o modelo de jogo. O FC Porto, mesmo em dificuldades, nunca abdicou dos seus princípios: circulação elegante, pressão e corrida constantes, laterais a sobreporem-se e a projetarem-se por dentro, extremos a desequilibrar no um para um sem parar. E os azzurri foram atropelados pela maré da casa. O treinador da casa esteve também impecável nas substituições, tirando do banco Santi Gimenez, autor da assistência para o 2-1. Depois Kiwior e Samu deram cor à festa. No cômputo geral, uma vitória inteiramente merecida. Agora Francesco volta a ver a luz na Liga dos Campeões após três derrotas consecutivas. O lema da cidade ele também já o aprendeu. Nunca domados. E a partir de agora Allegri também já o sabe", sublinha.
Já o Corriere della Sera falou na "fúria portista" a fazer a diferença. "O FC Porto troca a bola, corre e pressiona, sobretudo no meio-campo, onde Gilmour e Anguissa foram varridos pela fúria portista", destaca. "O intervalo abriu espaço à esperança, mas não passou de uma ilusão. O Nápoles ruiu definitivamente e a única história para contar é a primeira vitória do FC Porto", remata.