FC Porto aponta a Meirim e ao "choradinho encarnado": «Quem não gosta de Brahimi...»
Depois da reação oficial do FC Porto ao processo disciplinar movido a Brahimi , esta sexta-feira os dragões voltaram ao tema apontando o dedo a José Manuel Meirim, presidente do Conselho de Disciplina da FPF. Na newsletter diária, e sob o título "Ele não gosta de futebol", os dragões sublinham que o "'choradinho' encarnado foi tudo o que precisou para instaurar um processo disciplinar ao argelino".
"Para a Comissão de Instrutores da Liga, ver e rever as imagens daquele momento do FC Porto-Chaves, entre Brahimi e Niltinho, não provou o 'flagrante delito', mas para José Manuel Meirim o 'choradinho' encarnado foi tudo o que precisou para instaurar um processo disciplinar ao argelino. Ele, Meirim, que noutras circunstâncias, talvez por envolverem outros jogadores e outros clubes, tinha observado que o Conselho de Disciplina não podia transformar-se numa 'espécie de videoárbitro permanente', papel a que agora se presta logo à primeira jornada, ignorando 'o princípio de intervenção mínima' e abrindo a tal exceção para a qual só encontramos uma de duas explicações: ou Meirim tem uma fixação por Brahimi, a quem já aplicou dois jogos de suspensão por algo que sabia ser mentira, ou, de tantos pontapés que lhe dá, Meirim não gosta de futebol. Ou as duas juntas, porque quem não gosta de Brahimi não gosta de futebol", pode ler-se no Dragões Diário.
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Brahimi escapou a um castigo sumário e pode defrontar o Belenenses, mas ainda não está livre de sofrer uma sanção disciplinar pelo facto de ter colocado a mão no pescoço de Niltinho, na reta final da partida com o Chaves. A Comissão de Instrutores (CI) da Liga entendeu não haver matéria de facto para abrir um auto de flagrante delito, optando por propor o arquivamento, mas o entendimento de José Manuel Meirim, presidente do Conselho de Disciplina da FPF, foi diferente, pelo que determinou a instauração de um processo ao argelino, remetendo-o de novo à CI.
Ao que Record apurou, essa decisão foi tomada e colocada em marcha pelos canais oficiais ainda antes da declaração proferida ontem pelo vice-presidente do Benfica, Varandas Fernandes, pelo que não existe qualquer relação de causa e efeito entre as duas situações. De qualquer forma, o papel dos encarnados é sempre relevante na medida que foi o facto de terem apresentado uma participação à Liga, solicitando uma pena de três jogos de suspensão para Brahimi, que deu origem a um foco de polémica disciplinar que promete causar agitação durante, pelo menos, as próximas semanas.