FC Porto: Segurança de Ricardo Silva

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A GERIR diversas "baixas" (Baía, Secretário, Nélson e Rubens Júnior) e com elementos como Aloísio ou Capucho em fase de poupança para as batalhas que se avizinham, o FC Porto acabou por ter quarta-feira o jogo ideal para actuar em "ritmo de treino". Até pelo "timing" dos golos, que permitiu controlar a vantagem sem grandes correrias a partir da meia hora de jogo. Mas principalmente pela fragilidade do adversário, que não soube aproveitar-se dos "remendos" operados na segunda metade.

HILÁRIO -- Não teve “chances” para brilhar, já que o ataque do Rio Ave não lhe exigiu mais do que atenção em meia dúzia de lances. Alércio forçou duas saídas em corrida (5 e 79) e testou-lhe os reflexos de livre (43). Um remate largo de Peu (11) e um mau atraso de Paulinho (53) permitiram mostrar a sua inegável frieza.

PAULINHO SANTOS -- Adaptado a lateral-direito para suprir a ausência de Nélson, usou de certa virilidade para suster Jader, sem evitar ser "amarelado". Gama ameaçava causar-lhe maiores problemas, já depois de ter causado arrepios com um atraso desastrado para Hilário. Serenou com a passagem para a ala esquerda nos últimos 20 minutos.

JORGE COSTA -- Foi capaz do melhor (antecipação providencial aos 86') e do pior (entrada feia aos 42', que lhe valeu um "amarelo") na vigilância feita à zona Hugo Henrique. Esteve na génese do primeiro golo, com um cabeceamento que forçou Tozé a esticar-se e a perder o "norte" para a recarga de Domingos.

ESQUERDINHA -- Manteve o flanco tranquilo, sem atingir grande brilho na progressão, exceptuando um bom cruzamento para Jardel (22'). Lesionado a meio da segunda parte, acabou por ter de pedir a rendição.

PEIXE -- Recuperado de uma contusão na coxa que o deixou em dúvida, assumiu o papel de destruidor à frente da defesa, dando espaço a Deco e Barros para a progressão. Saiu por precaução ao intervalo, depois de arrumada a eliminatória.

RUI BARROS -- Atentou à acção de Niquinha e procurou sair rápido a municiar o ataque. Recuado na fase final para a missão de “trinco”, anulou um remate de Fábio com generosa oferta do corpo à bola (75).

DECO -- Sem se furtar a dar apoio defensivo, esteve melhor na condução de jogo do que a travar as iniciativas individuais de Costa. Iniciou o lance do primeiro golo, ao cruzar para a área após incursão pela direita, e apontou o pontapé de canto que resultou no 3-0. Saiu pouco antes do intervalo para "fazer gelo", queixoso de um "toque" na coxa direita.

DOMINGOS -- Teve papel decisivo a construir a vantagem madrugadora, não só pela recarga que deu o primeiro golo, mas também por uma série de bons pormenores, como o passe "inteligente" com que rasgou a defesa em solicitação a Jardel (23). Embora recuado em nítida poupança para a parte final, manteve acção influente no apoio dado à linha média.

JARDEL -- Já depois de ter ameaçado a pontapé (13 m, após ganhar um confronto com Peu), marcou um golo bem ao seu estilo, mortífero na antecipação a Jorge e no desvio certeiro de cabeça. Esforçou-se por revelar detalhes técnicos na progressão quando o jogo estava decidido.

DRULOVIC -- Com o "seu" flanco" bem vigiado por Armando, teve de buscar outros caminhos para romper. Acabou por encontrá-los na ala direita, a pontos de sobressair no despique com Nito, como sucedeu antes de cruzar para o golo de Jardel. Recuou na segunda parte para travar Costa e aproveitou para apoiar a fase crítica de Esquerdinha.

CLAYTON -- Sem nunca se fixar como extremo-esquerdo, para evitar a marcação de Armando, procurou lançar largo para a área e recrear-se por outras zonas do terreno. Com diversos recuos no apoio defensivo.

ALOÍSIO -- As recaídas de Secretário e Peixe impediram o descanso que lhe estava destinado. Acabou por ser o "tapa-furos", primeiro como trinco para vigiar Alércio e depois na ala direita, atento a Gama. Cumpriu ambos os papéis, sem precisar de muitos esforços.

ROMEU -- Entrado na vez do lesionado Esquerdinha, começou por ser adaptado a defesa-direito, mas não tardou a subir à linha média por troca com Aloísio. A vocação para subir que desde cedo denotou, teve melhor expressão quando ocupou o papel de Domingos para perigar em velocidade pela direita. Aos 85 m, cabeceou à figura.

ANTÓNIO POÇAS

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