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Dirigente azul e branco considera punição "uma brincadeira"
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Francisco J. Marques usou da palavra no programa Universo Porto - da Bancada, esta terça-feira, para comentar a interdição de 4 jogos a que o Estádio da Luz foi votado. De acordo com o diretor de comunicação do FC Porto, esta sanção é "uma brincadeira" e as águias deviam "abrir as garrafas de champanhe do penta para festejar" serem "só 4 jogos".
"Nós, em Portugal, só vamos conseguir dar o salto em frente e organizar competições ao nível dos vizinhos europeus quando determinadas coisas deixarem de acontecer e as autoridades agirem quando acontecerem. É ou não é verdade que o Benfica apoia claques há vários anos de forma ilegal? É verdade e é do conhecimento público. Toda a gente sabe. O que é que fizeram as autoridades desportivas até hoje? Nada. Este castigo de 4 jogos é uma brincadeira. Para infrações que acontecem há 10 anos? O Benfica devia pular de alegria e abrir as garrafas do penta, que não servem para nada, para festejar serem só 4 jogos. Alguém acredita que noutros países, como Itália, Alemanha, seria igual?", questionou o dirigente azul e branco, apontando dois pesos e duas medidas.
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"Alguém compreende que continue a haver um clube a manipular as transmissões dos seus próprios jogos em casa? Isso seria possível em alguma competição na Europa civilizada? Não. Vamos imaginar que em Portugal, há meia dúzia de anos, havia um clube qualquer que tinha prestado apoio a claques não registadas. Um Arouca, um Varzim, um Rio Ave. Passado estes anos todos, não tinha sido alvo de nenhuma sanção? Alguém acredita? Se algum outro clube estivesse a fazer as transmissões dos seus próprios jogos, isso não seria cumprido", frisou Francisco J. Marques, que considerou que o rival goza de um "regime de exceção".
"É o mesmo regime que permite que um jogador faça falta para amarelo e não o veja. Que um jogador faça um pisão e não veja amarelo. Este caso das claques serve para envergonhar toda a gente. A começar no Secretário de Estado e nos anteriores, que são muitos. O poder político é subserviente ao Benfica. Enquanto não houver coragem para acabar com este regime de exceção, isto não vai melhorar e vai continuar a ser uma tarefa dura e difícil competir contra o Benfica. Felizmente, para o futebol português, há um clube que o faz", concluiu.
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