«Havia sete jogadores na área para marcar»: as reações dos adeptos do FC Porto ao empate no clássico
Record falou com Fernando Póvoas, Cristiano Pereira e Álvaro Magalhães
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O FC Porto adiantou-se no clássico através de um golo de Fofana, médio que marcou na estreia de azul e branco e esteve perto de cimentar uma exibição muito valiosa. Ainda assim, as ambições portistas travaram no tento apontado por Suárez, numa recarga ao penálti defendido por Diogo Costa (1-1). Neste sentido, Record procurou entender o que é que a massa adepta dos dragões retirou deste clássico, com uma opinião uníssona no ajuste da divisão pontual.
Fernando Póvoas, médico: "Foi um jogo muito tático, com muita estratégia e onde as equipas estavam muito encaixadas, com muito poucas ocasiões. Lembro que o FC Porto tinha sete jogadores dentro da área para marcar o golo, e assim aconteceu. O Sporting, mais uma vez, é feliz depois do 90’, como já tem sido habitual. Faz me lembrar os tempos do Coates, mas espero que o desfecho não seja igual."
Cristiano Pereira, antigo treinador de hóquei: "O resultado acaba por ser justo, nenhuma das equipas se superiorizou à outra com clareza, num jogo muito disputado e muito rasgado. Na segunda parte, houve momentos bem conseguidos nas substituições do FC Porto, que pressionaram para se dar o golo. Sofrer o golo do empate foi, no entanto, uma desilusão total. Ressalvo que é o empate o resultado que se ajusta."
Álvaro Magalhães, escritor: "O empate pairava no ar desde o início, dava ideia que era o resultado que as duas equipas queriam. Ambas sobreviveram. O resultado acabou por fazer a vontade. O FC Porto podia ter ganho se não fosse aquele lance fortuito. Embora não haja justiça no futebol, procura-se sempre que essa ocorra durante a partida. Acho que houve mais medo de perder do que vontade de ganhar. Muito equilíbrio, muita estratégia. O empate ajusta-se."
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