Hino do Porto em música clássica
Uma nova versão do hino do FC Porto vai ser apresentada amanhã durante o lançamento do livro "Jorge Nuno Pinto da Costa - O Portador de Alegrias", com arranjos clássicos do pianista Luís Magalhães.
O tema, uma "surpresa" para o presidente portista, no concerto desta noite no auditório do Estádio do Dragão, na celebração do 115.º aniversário do clube, tem cerca de nove minutos e vai ser tocado a dois pianos e uma trompa.
"É uma versão inspirada num compromisso de três ou quatro estilos, nos quais espero contar a evolução do clube no espaço temporal. É uma graça para Pinto da Costa, um apreciador e conhecedor da música clássica. Não se trata de uma tentativa de compor uma obra para os próximos milénios. O hino que temos é fantástico, durou muitos anos e há-de durar muitos mais", esclareceu, em declarações à Lusa.
O músico Luis Magalhães revela que esta "versão pessoal" do hino é inspirada nas suas "ideias estéticas" e na primeira vez em que foi ver o FC Porto, ainda no Estádio das Antas.
"Ainda era muito novo. Foi uma emoção muito grande. Fiz uma adaptação do hino ao que senti na primeira vez. Vou dedicar a versão a Pinto da Costa e oferecer-lhe a partitura", contou o pianista, doutorado na universidade da Cidade do Cabo, África do Sul.
A obra vai ser apresentada em parceria com a pianista sul-africana Nina Schumann (artista e professora universitária) e o trompista Abel Pereira, da Orquestra Nacional do Porto.
A propósito da invulgar iniciativa, Luis Magalhães defende que mais clubes deveriam apoiar a música clássica em Portugal, associando-se a eventos culturais, formativos e educativos na área.
"Ambos só tinham a ganhar com uma relação mais profunda. O futebol e a música clássica são desportos de alta competição. Também aquecemos antes de entrar em palco e transpiramos, só não ganhamos o mesmo dinheiro", gracejou.
O pianista desafiou ainda o FC Porto a editar um CD de música clássica para os futebolistas ouvirem antes de entrar em campo.
Recorde aqui o actual hino portista: