João Costa: «Não me recordo de uma festa tão grande como esta»

Guarda-redes do FC Porto recordou as celebrações do título, conquista essa que o deixou feliz por... Jorge Costa. Falou também de liderança e amor ao clube

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João Costa na festa de campeão do FC Porto
João Costa na festa de campeão do FC Porto • Foto: Luís Vieira/Movephoto
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João Costa, terceiro guarda-redes do FC Porto, concedeu uma entrevista à Sport TV na qual regressou à festa de campeão nacional dos dragões, que começou no Dragão, passou pelo Rio Douro e terminou nos Aliados. Formado no Olival e portista de coração, garante que nenhuma outra celebração teve tanto significado como esta última. João Costa evocou ainda Jorge Costa, falou de liderança e revelou detalhes de bastidores do campeão nacional com Bednarek, Rodrigo Mora e Alberto Costa.

A rever imagens da festa: "Já tinha visto a maioria das imagens e é um sentimento sempre muito especial. Acho que foram momentos únicos para todos, momentos especiais para todos e nunca sabemos quando é que voltaremos a viver momentos destes."

Nunca antes visto: "Foram muitas horas de festa e eu disse que eram momentos únicos porque, presenciar momentos como presenciámos nesta festa, não está ao alcance de qualquer jogador, não são todos os jogadores que o podem vivenciar. Foi uma festa única, não me recordo de algo assim... Já celebrei muitos títulos também enquanto adepto do FC Porto e não me recordo de uma festa tão grande com tanto significado quanto esta."

Feliz pela família e por... Jorge Costa: "Primeiro de tudo, [fiquei feliz] pela minha família, pela minha mulher e pela minha filha, porque abdico de estar com eles durante muito tempo. Eu dedico-me mesmo muito tempo a ser um profissional de excelência, em ser um super atleta e, por isso, primeiro do que tudo fiquei feliz por elas. Depois, por toda a minha família. E, enquanto portista, também pelo Jorge Costa. Foi uma das pessoas que mais força fez para eu voltar ao FC Porto e que, quando era treinador, também já me tinha tentado contratar por mais que uma vez. Eu estive muito pouco tempo com ele no nosso clube mas foi uma pessoa que me marcou."

Um símbolo que partiu: "Ele [Jorge Costa], para mim era um ídolo. Era uma lenda do clube e era alguém em quem eu me revia. Era alguém que tinha os valores do FC Porto presentes em todos os momentos e, desde a perda irreparável que tivemos, se houve algo em que eu tentei foi, de certo modo, representá-lo, representar esses valores e  transmitir o nosso ADN e a nossa mística."

O que lhe foi pedido por Jorge Costa e Villas-Boas: "Foi transmitir todos os valores do clube, foi também ser um profissional de excelência, que isso é o que nos leva a poder ter o respeito dos outros. É nós sermos um exemplo em todos os momentos, desde ser o primeiro a chegar, estar sempre pronto para ajudar tudo e todos, sempre disponível para treinar mais um bocadinho, sempre disponível para aprender, ouvir, sempre disponível para os outros, para ajudar os outros."

Discípulo no plantel: "Tenho vários. Ao longo da época havia muita gente que vinha como uma ‘folha branca’, não sabia nada do FC Porto. Por exemplo, eu privava muitas vezes com o Bednarek, era o meu parceiro à mesa nos estágios, do lado esquerdo. Muitas vezes ele perguntava-me como é que iriam ser os jogos, qual era a dificuldade deste estádio ou daquele, o que é que significava este jogo ou aquele para o clube. Perguntava-me também sobre a história do clube. Tivemos muitas conversas sobre isso e é uma pessoa que, hoje em dia, todos os portistas vêem como um verdadeiro portista e um verdadeiro líder dentro do campo. Posso dar outros exemplos, não tanto só enquanto portista, mas enquanto profissional, que eu fiz questão de apoiar e ajudar. Eu passava o tempo todo com o Rodrigo Mora e tentei sempre ajudá-lo devido à época que ele teve, em que vinha de ser um grande protagonista. Com a idade que ele tem, dei-lhe o máximo carinho, criámos uma amizade única e tenho um orgulho enorme de ver o homem que está ali. E o Alberto Costa também, ver a maneira como terminou a época... Esse já tinha o seu quê de portismo, mas senti que em muitos momentos lhe dei uma forcinha extra e uma confiança extra. É uma pessoa por quem tenho muito carinho. São dois amigos que eu levo para a vida e sinto que tive importância na época deles."

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