Para poder usar esta funcionalidade deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site do Record, efectue o seu registo gratuito.
Empresário que constava na lista de Pinto da Costa nas últimas eleições do clube recorreu às redes sociais para comentar a operação
Seguir Autor:
João Rafael Koehler, empresário que era uma das figuras mais fortes da candidatura de Pinto da Costa nas últimas eleições à presidência do FC Porto, recorreu esta quinta-feira às redes sociais para comentar a renegociação da dívida do FC Porto. Numa longa mensagem deixada na rede social X (antigo Twitter), o antigo candidato à vice-presidência da direção do emblema portista acusou a direção presidida por André Villas-Boas de tentar prolongar o problema por duas décadas e meia, hipotecando o clube "com custos desproporcionais".
"Infelizmente, pagar os 115 milhões em 25 anos é hipotecar o clube com custos financeiros desproporcionais por mais de duas décadas, que correm o risco de tornar o descalabro desportivo duplo da última semana uma triste nova normalidade", atirou.
Relacionadas
A mensagem de João Rafael Koehler na íntegra:
"Ainda não se conhecem os detalhes todos do financiamento hoje anunciado, mas já há aspetos muito óbvios: o FC Porto não se está a financiar mais barato nem melhor, está é a financiar-se a um prazo maior, para quem vier a seguir tenha de resolver.
Senão, repare-se: a Euribor está hoje abaixo de 2,5% enquanto em abril estava em 3,8%. Ou seja, esta taxa hoje anunciada equivale a uma taxa semelhante acima de 7% em Abril, considerando as diferenças de Euribor. Em 2023, a administração anterior, tão criticada, lançou uma emissão de obrigações a 6,25% e dois anos antes, a 4,75%. Portanto, a taxa de hoje é semelhante às anteriores na realidade, mas nessas operações o prazo era de dois ou três anos, não 25 anos, com juros acumulados e insustentáveis.
Em poucas palavras, o financiamento atual é semelhante em taxas a anteriores, mas é imensamente pior em termos de prazo. Não é só pior, é terrivelmente pior.
Mesmas taxas, pior prazo, mais juros, menos sustentabilidade, futuro muito mais hipotecado: uma irresponsabilidade.
Por outro lado, não vai parar de aumentar o prazo em que este Presidente promete resolver os problemas? Primeiro falava-se num mandato, depois eram precisos 12 longos anos, e já vamos em 25 anos? Um quarto de século? Não haverá limite para a vergonha? Em 2049 estarão os nossos filhos a pagar este financiamento apresentado como se fosse uma solução, quando mais parece a criação de problemas maiores e com prazos que, sobretudo com este nível de juro acumulado, parecem mais uma anedota do que uma proposta séria.
O comunicado deixa-nos outras preocupações: então nem todo o dinheiro é para pagar a dívida, uma parte é para investir? Não há gestão, criatividade e energia para aumentar as receitas do clube para afrontar investimento? É aumento de dívida outra vez?
Será que já se percebeu que estamos a falar de pagar quase 100 milhões só em juros?
É esta a (in)capacidade desta liderança? Fazer um empréstimo a um quarto de século, ainda para mais para gastar mais dinheiro que não é estritamente necessário, sem se explicar porquê, onde e em que dimensão?
Quanto ao investimento, eu nunca faria mais dívida. Eu fazia diferente: Apostava forte na internacionalização do clube, criava um banco digital baseado na massa adepta, aumentava as receitas televisivas a sério, jogava ao ataque. Isto é jogar à defesa.
Infelizmente, pagar os 115 Milhões em 25 anos é hipotecar o clube com custos financeiros desproporcionais por mais de duas décadas, que correm o risco de tornar o descalabro desportivo duplo da última semana uma triste nova normalidade", pode ler-se.
Record falou com conhecidos adeptos dos dragões após o desaire em Alvalade na primeira mão das 'meias' da Taça
Nem sempre vencer na primeira mão garante ida à final, mas quase...
Análise da GoalPoint
Exibição coletivamente sólida, ficou algo curta na frente
Num duro testemunho, Daryl Janmaat recorda que o vício começou após sofrer uma grave lesão no joelho
Fabiano Flora teve de arranjar uma alternativa depois do cancelamento do seu voo na manhã desta segunda-feira
Federico Pastorello desmente que o ex-FC Porto vá alistar-se no exército iraniano após os ataques dos EUA e Israel
Avançado português de 27 anos deixou o E. Amadora em janeiro e rumou ao Eupen, da segunda divisão daquele país