Liedson: o reencontro com o guarda-redes mais difícil de bater

Liedson: o reencontro com o guarda-redes mais difícil de bater
Liedson: o reencontro com o guarda-redes mais difícil de bater • Foto: MIGUEL BARREIRA
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A 4 de fevereiro de 2011, Liedson deu a Record a grande entrevista de despedida do Sporting. Nessa altura recordou que que Helton foi o guarda-redes que "mais problemas" lhe deu. Desta vez , essa questão não se colocará...

R – Guarda-redes mais difícil de bater?

L– [risos] Hoje já não sobram muitos, já fiz a quase todos!... [mais risos] O que me deu mais problemas foi o Helton. Desde a U. Leiria que era complicado marcar-lhe golos. Lembro-me de um jogo em Alvalade. Dei uma cabeçada na bola e o Helton, que já é bem grandinho, esticou-se todo, conseguiu defender mas bateu com a mão na trave e magoou-se. Parecia impossível, até tenho isso gravado em DVD!

R – O adversário que lhe deixou as piores recordações?

L– Tenho várias marcas pelo corpo. Todos foram difíceis. Aliás, o futebol português é muito competitivo. Quando cheguei, notei logo as diferenças. No Brasil há um pouco mais de espaço. Aqui não. Se um jogador domina mal abola, tem logo dois ou três adversários fungando no seu cangote [aponta para a nuca], cheirando o seu perfume [risos].

R – Melhor parceiro de ataque?

L–O Derlei. Era parecido comigo no modo de jogar. Todos os outros tinham um estilo diferente. Se as coisas nem sempre resultaram, a culpa não foi deles. Os estilos é que não se encaixavam tão bem.Com Derlei a sintonia foi perfeita. Fomos sempre dois jogadores que brigavam com os defesas, éramos ambos experientes e as coisas funcionaram melhor assim. Lembro-me do que se passou no jogo na Ucrânia com o Shakhtar quando estávamos no balneário, pouco antes do início. Eu e o Derlei estávamos a conversar e os “mininos” começaram a gozar, dizendo que éramos o ataque mais velho da Champions e do Mundo [gargalhada]. Eu na época tinha31 e o Ninja já ia nos 33, mas por incrível que pareça foi nesse dia que entrei na história do clube como o melhor marcador nas competições europeias. O golo foi meu a passe do Derlei…

R – Um golo especial?

L– Foram muitos…Para mim, marcar golo, seja de cabeça, pé ou de canela, é sempre especial, dá-me uma sensação tão gostosa, é tão bom. É difícil escolher. É, sempre tem um. Talvez o da final da Taça de Portugal contra o Belenenses que deu o primeiro título que conquistei aqui. É claro que todos os outros também tiveram importância.

R – O jogo que mais o marcou?

L – Bem foram dois, ambos com o Benfica. Um foi quando me atrasei nas férias de Natal, depois cheguei, o José Peseiro colocou-me de início e fiz dois golos. Esse jogo marcou-me bastante. O outro foi um dérbi na Luz, ganhámos 3-1 depois de estar perder1-0. Fiz dois golos, foi lá que fiz aquela maldade ao Luisão. Marquei um, e o outro foi o próprio Sá Pinto que me lançou e passei pelo Moretto.

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