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Acórdão do processo de inquérito que acabou arquivado foi conhecido esta segunda-feira
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O Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), já se sabia, mandou arquivar a queixa que o FC Porto moveu contra o árbitro Fábio Veríssimo, na sequência do polémico FC Porto-Sp. Braga, mas que teve por base o Arouca-FC Porto, também dirigido pelo juiz de Leiria. O acórdão referente ao processo de inquérito foi conhecido esta segunda-feira e revela as acusações dos dragões, bem como a defesa do árbitro.
Em traços gerais, o FC Porto acusou Fábio Veríssimo de ter dirigido a um dirigente do clube declarações ameaçadores e provocatórias e de ter omitido factos no seu relatório, em ambos os casos no Arouca-FC Porto, bem como de inexatidão no relatório do jogo contra o Sp. Braga, no Dragão.
O gestor executivo e habitual delegado aos jogos dos dragões, Henrique Monteiro, é figura central neste processo. E foi o seu testemunho que desencadeou o processo. Segundo aquele dirigente do FC Porto, quando se dirigiu ao balneário de Fábio Veríssimo, no final do jogo em Arouca da 7.ª jornada da Liga Portugal Betclic, para lhe desejar um resto de boa época, ouviu do árbitro as seguintes palavras entendidas como ameaças: "Engenheiro Luís Gonçalves, está perdoado. Volte que está perdoado" e "você precisa de aprender, precisa de ser expulso uma ou duas vezes para aprender".
Na acusação, o FC Porto revela que essas interações não foram relatadas no relatório do árbitro e que a sua omissão "compromete a verdade do relatório".
Já no que concerne ao jogo com o Sp. Braga, da 10.ª jornada, no qual Henrique Monteiro foi expulso por Fábio Veríssimo, o árbitro escreveu no relatório que o dirigente saiu da zona técnica para protestar uma decisão de arbitragem e que, entre outras coisas, terá dito: "Vai para o cara***, pá". Ora, o FC Porto contestou ambos os pontos, garantindo que Henrique Monteiro não saiu da área técnica, anexando imagens que comprovam isso mesmo, e que o delegado ao jogo disse, afinal: "A bola não saiu, é uma vergonha, cara***, pá". O FC Porto defendeu, assim, que não houve realidade fatual nesse relatório.
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Ouvido também em sede inquérito, Fábio Veríssimo negou a referência a Luís Gonçalves na interação com Henrique Monteiro em Arouca, admitindo, isso sim, ter alertado Henrique Monteiro para a necessidade de alterar o seu comportamento no banco de forma preventiva e pedagógica.
Sobre o relatório do FC Porto-Sp. Braga e o caso concreto da expulsão de Henrique Monteiro, Fábio Veríssimo alegou que não ouviu diretamente as expressões que lhe terão sido dirigidas pelo dirigente e que agiu por indicação do 4.º árbitro, sustentando que o relatório reflete a informação transmitida pelos restantes elementos da equipa de arbitragem, não existindo qualquer adulteração intencional.
Além de Henrique Monteiro e Fábio Veríssimo, foram também ouvidos em sede de inquérito o assessor e formador para a área de arbitragem do FC Porto, Bertino Miranda, e o diretor de operações dos dragões, Tiago Madureira. Os treinadores adjuntos Lino Godinho e Lucho González também foram indicados como testemunhas, mas o inquiridor considerou as suas audições desnecessárias.
Igualmente por vídeo conferência, foram ainda ouvidos o delegado da Liga Portugal, no jogo em Arouca, Tiago Almeida, bem como o 4.º árbitro e árbitro assistente do FC Porto-Sp. Braga, respetivamente Gustavo Correia e Pedro Martins.
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