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Madjer: «FC Porto deu-me tudo e fez de mim o que sou»

Madjer: "É um pouco triste já ter perdido alguns títulos este ano, como a Liga dos Campeões, a Liga Europa ou a Taça...

Madjer: «FC Porto deu-me tudo e fez de mim o que sou»
Madjer: «FC Porto deu-me tudo e fez de mim o que sou» • Foto: MANUEL ARAÚJO

O argelino Rabah Madjer, antigo campeão europeu pelo FC Porto, disse esta segunda-feira que acredita, "do fundo do coração", que os dragões irão conquistar o título na presente época.

Presente no 8.º Congresso Internacional de Desporto, organizado pelo Instituto Superior da Maia (ISMAI), Rabah Madjer revelou "estar sempre ligado ao dia a dia do clube, para saber resultados e novidades".

"É um pouco triste já ter perdido alguns títulos este ano, como a Liga dos Campeões, a Liga Europa ou a Taça de Portugal, mas acredito, do fundo do coração, que consiga ganhar o campeonato", disse o antigo jogador portista à Lusa.

O "dono" do calcanhar que encantou o Mundo, em 1987, na final da Taça dos Campeões Europeus (marcou o primeiro golo da vitória do FC Porto sobre o Bayern Munique, por 2-1), sublinhou que o campeonato será "decidido a três, juntamente com o Benfica e o Sporting Braga".

O argelino é, atualmente, embaixador da UNESCO (Boa Vontade entre os Povos), da União Africana (Paz e Segurança) e membro e consultor da FIFA para as áreas técnicas do futebol, razão pela qual se sente "muito feliz e muito útil".

Pelo FC Porto, reafirma: "Um grande amor e um enorme respeito pelo clube que me deu tudo e fez de mim o que sou".

Declarou ainda que, além-fronteiras, o emblema "é reconhecido por representar a grande nação que é Portugal", o seu "segundo país".

Rabah Madjer, que hoje será homenageado pelos congressistas na Maia, tal como o peruano Teófilo Cubillas e Fernando Chalana, vive encantado com o futebol português, que "está sempre a formar grandes jogadores".

"Basta recordar os nomes de Futre, Rui Barros, Chalana, Rui Costa, Figo e Cristiano Ronaldo, que são exemplos magníficos de várias gerações de futebolistas no Mundo", afirmou.

E deixou uma mensagem aos jovens portugueses, sobretudo aos que procuram singrar no futebol:

"Que trabalhem duro, muito duro, conforme fizeram Ricardo Quaresma e Cristiano Ronaldo, por exemplo, para representarem esta grande nação".

Por fim, mostrou-se um pouco nostálgico, comparando o espetáculo em si:

"Sinceramente, prefiro o futebol dos anos 70 e 80. Não gosto muito do futebol de hoje".

"Apesar de haver jogadores que nos fazem ir aos estádios, como Ronaldo e Messi, o futebol perdeu a sua grande técnica, perdeu jogadores que marcam golos de antologia", concluiu Madjer, para quem "o de hoje, é um futebol direto e muito mais comercial".

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