Mais um intérprete nas bolas paradas
Tem contas a ajustar com o Atlético na Taça desde 2007, quando falhou dos 11 metros...
Os cruzamentos são, porventura, a principal arma de Ricardo Quaresma. No FC Porto, por exemplo, foi sempre o melhor amigo dos avançados com quem partilhou o balneário. De bola corrida, tanto cruza de trivela como de letra ou mesmo de forma simples, isto é, com a parte interior do seu pé preferido, o direito. No entanto, também mostra argumentos na execução dos lances de bola parada, surgindo assim como concorrente de Carlos Eduardo nos cantos e de Danilo nos livres.
Quanto a penáltis, o seu currículo não dá garantias de que possa resolver esse que já é um problema antigo dos azuis e brancos e que se agravou recentemente, em Madrid, para a Liga dos Campeões, quando Josué falhou dos 11 metros, tendo sido posteriormente afastado das primeiras opções de Paulo Fonseca. No que diz respeito à arte de Quaresma nos castigos máximos, aí salta logo à memória um jogo da Taça de Portugal frente ao... Atlético. Em 2006/07, o FC Porto caiu frente a esse adversário, no Dragão, tendo perdido pela margem mínima (0-1), naquele que foi o último golo sofrido por Vítor Baía na sua carreira. Ao minuto 90 dessa partida, o Mustang avançou para a marcação de um penálti, mas falhou e o FC Porto saiu de cena da prova. Terá agora a oportunidade de vingar esse mau momento? Paulo Fonseca decidirá...
Relacionadas
Tanto oferece como marca
Lisandro, Adriano ou Farías foram alguns dos avançados portistas que beneficiaram dos cruzamentos teleguiados de Ricardo Quaresma, mas o primeiro reforço de janeiro dos dragões também deixou a sua marca nos golos por si marcados. A sua melhor época a finalizar foi precisamente a última na qual representou o FC Porto. Em 2007/08 apontou um total de 11 golos, depois dos oito conseguidos na época anterior, dos cinco em 2005/06 e dos sete na sua época de estreia no Dragão.