Miguel Brás da Cunha: «O trabalho que fizemos merece ser continuado»

Líder da lista independente ao Conselho Superior espera eleger mais elementos nas próximas eleições

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• Foto: Ricardo Jr
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A lista independente que concorre ao Conselho Superior do FC Porto nas eleições agendadas para o próximo dia 27 de abril entregou, ontem, a Lourenço Pinto, presidente da Mesa da Assembleia Geral do FC Porto, cerca de 590 assinaturas que formalizam a sua participação na corrida eleitoral.

Miguel Brás da Cunha, líder do movimento denominado "Por um Futebol Clube do Porto Maior, Unido, Insubmisso e Eclético", destacou o sucesso da iniciativa levada a cabo em 2020 e espera eleger mais do que os três elementos que integraram o Conselho Superior neste mendato.

"Sim, foi um sucesso. É uma grande honra termos a possibilidade de novamente servir o clube, que é essa a nossa principal preocupação. A recandidatura do movimento é um sinal de que o trabalho que nós fizemos merece ser continuado, é o nosso entendimento e esperemos que seja também o entendimento dos associados", destacou Brás da Cunha, numa opinião partilhada por Luís Folhadela, que acredita igualmente no reforço da representatividade desta lista.

"Acreditamos cegamente nisso. Iniciámos há quatro anos um caminho, esse caminho subsiste, já demonstrámos o papel que o Conselho Superior pode ter e a sua importância na vida do clube, acreditámos que esse papel pode ser muito mais reforçado em várias vertentes, o nosso ensejo é que, tal como há quatro anos, os sócios saibam reconhecer em nós uma lista independente, que é eleita para  Conselho Superior, não por estar na lista do candidato A ou B, mas por ser aquela que verdadeiramente tem ideias e um projeto para um órgão que é por excelência o órgão de representação dos sócios, até pela forma como é eleito, a nossa expectativa é de crescer mais e se possível ganhar. É uma candidatura ‘à Porto’ e as candidaturas ‘à Porto’ entram em campo para ganhar", vincou.

Questionado sobre as suas expectativas para o ato eleitoral, Miguel Brás da Cunha manifestou o desejo de que tudo corra dentro da normalidade e que impere a democracia e a vontade dos sócios na decisão do futuro do clube.

"Espero que o ato eleitoral decorra tudo com a maior liberdade, seja um ato imaculado, como foi há quatro anos, foi um ato excecional em condições muito difíceis, por causa de uma pandemia, em que a eleição teve de se estender por dois dias. Em segundo lugar, espero que haja uma participação muito elevada dos associados, porque é isso que é a essência do clube. Os associados são a razão de ser do FC Porto, o FC Porto foi criado por associados, é um clube de associados, queremos que continue a ser um clube de associados e para isso nos momentos importantes é necessário que todos participem, daí a nossa expectativa é que no dia 27 haja uma participação muito elevada, livre, democrática e capaz de manifestar a vontade real dos associados", referiu o líder do movimento, não adiantando grandes pormenores sobre a logística montada para o ato eleitoral.

"Do ponto de vista operacional, as candidaturas vão sendo informadas de toda dinâmica que vai ser necessária em termos do dia das eleições, a informação que temos é que haverá um número bastante elevado de mesas de voto, de forma a permitir efetivamente o exercício com calma e com tempo o direito de voto, haverá a participação nessas mesas de delegados de todas as listas para garantir o imaculado das eleições, depois os pormenores serão ajustados com todas as candidaturas à medida que o dia das eleições se aproxima", rematou.

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