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O FC Porto deu meia parte de avanço. Quando decidiu atacar, mais vezes mal do que bem, valeu a valentia da defesa minhota
O empate acaba por se aceitar e justificar. O ponto conquistado pelo Moreirense premeia sobretudo a boa capacidade defensiva da sua equipa que, na hora do aperto, uniu esforços e formou uma verdadeira muralha de aço à frente da baliza de Nuno Claro que, refira-se já, foi o melhor do jogo; o empate acaba por castigar a equipa do FC Porto que, incompreensivelmente, deu a primeira parte de avanço ao seu adversário. Quando os campeões nacionais despertaram, ou melhor, quando José Mourinho - e bem - decidiu apostar tudo na segunda parte (atacou com quase todos) valeu, como já se disse, a competência da defesa do Moreirense que chegou mas não sobrou para a boa atitude, agora sim, do seu adversário.
Bom início
As duas equipas entraram bem no jogo. De um lado e do outro trocou-se a bola com propósito, os atletas evidenciaram autoridade e rigor e apresentaram-se sobretudo de cabeça alta. O FC Porto, aliás como lhe competia, procurou reivindicar a iniciativa do jogo, assumir o protagonismo, enfim, e aqui e ali deixou alguns detalhes interessantes, lançando-se numa ofensiva teimosa e persistente. Essa grande força de vontade manifestada pelos portistas - em especial por Deco mas também por Pedro Mendes - esbarrou, regra geral, na segura e competente defesa minhota.
Aliás, abra-se já aqui um parêntesis para realçar a óptima atitude do Moreirense e não só da sua defesa (excepção feita ao golo de McCarthy) mas também e sobretudo do seu meio-campo e ataque. A equipa de Moreira de Cónegos apresentou-se, de facto, muito equilibrada e muito bem estruturada. Como já ficou explícito, o seu reportório não esteve só dirigido para a sua defesa, como seria de esperar, e essa foi, desde logo, a primeira grande surpresa apresentada por Manuel Machado. O treinador colocou três homens lá na frente, dois deles bem abertos aos flancos: Manoel à direita, e Lito à esquerda, que procuravam servir nas melhores condições o ponta-de-lança Armando. Deve ser acrescentado que os flanqueadores não se limitaram a procurar a linha de fundo, aliás foi vê-los com frequência - sobretudo a Manoel - a fazer a diagonal com perigo, como se verificou aos 40´, já com o resultado empatado a um golo. Dessa vez Manoel deixou Paulo Ferreira para trás, e só com Baía pela frente rematou com muito perigo - a bola saiu próximo do poste.
O Moreirense procurava jogar em todo campo, e conseguia-o, e depois de ter sofrido o golo - uma falha colectiva da sua defesa - tirou o melhor partido dos espaços concedidos pelo seu adversário, e a sua equipa soube tornar-se ameaçadora.
Apesar de o FC Porto ter actuado muito abaixo dos limites na primeira parte - a uma equipa da sua categoria exige-se muito mais e sobretudo muito melhor - deve ser dito que, mesmo assim, soube criar perigo. Exemplo: os lances de Deco (24') e de Derlei (32'). Os dois únicos atletas que procuravam, a todo o custo, dar um forte pontapé na banalidade.
Sufoco
Depois do intervalo, então sim, o FC Porto deu uma imagem mais próxima do que pode, do que vale e do que é capaz. O seu jogo teve então um sentido de aventura, houve agressividade sem dúvida, e a transição defesa-ataque foi feita de uma forma mais rápida. Os campeões nacionais beneficiaram das alterações introduzidas por José Mourinho - numa primeira fase ganharam especialmente mais consistência nos flancos, e depois ganharam mais poderio no jogo aéreo, quando Jankauskas foi lançado na partida.
A partir dessa altura, e salvo breves excepções protagonizadas por Deco e Derlei, o futebol dos portistas tornou-se muito previsível e recorreu-se, com frequência, aos cruzamentos para a área de Nuno Claro. Nas várias oportunidades criadas e todas sem êxito, registe-se as de Deco (75') e de Benni McCarthy (79'), mas nos dois lances a classe de Nuno Claro foi suficiente para que o empate não fosse desfeito.
Ordem: segurar
Quando José Mourinho apostou tudo, o que se verificou a partir dos 57' com as entradas de Alenitchev e Ricardo Fernandes e um pouco mais tarde de Jankauskas (69'), a resposta de Manuel Machado foi a mais indicada. Ou seja: o treinador do Moreirense reagiu com o maior sentido prático, e procurou segurar o empate. Decidiu então colocar mais gente na protecção da sua baliza, e o que é certo é o que o seu objectivo teve total sucesso. A sua equipa, por vezes com muita sorte, acabou por dar conta do recado, e acabou por ser premiada.
É importante que se diga também que os visitados, a jogarem em casa emprestada, não deixaram de contra-atacar a baliza de Baía e, por duas vezes, a última delas já na despedida do jogo (90'), conseguiram pôr à prova a boa forma de Vítor Baía - o melhor jogador em campo do lado do FC Porto.
Numa nota final sobre o comportamento do Moreirense, acrescente-se que a sua equipa foi muito solidária, ou seja, todos se sacrificaram por um objectivo comum (que acabou por ser conseguido), e também por aí se explica o empate contra o campeão que somava oito vitórias consecutivas na SuperLiga. E só não somaram mais uma por grande responsabilidade do Moreirense - uma equipa que raramente se perturbou.
Árbitro
DUARTE GOMES (3). A actuação do árbitro Duarte Gomes foi positiva. A sua grande virtude foi esta: acompanhou todos os lances de perto, o que revela uma óptima condição física, e por essa razão decidiu quase sempre bem. O jogo também foi de grau de dificuldade médio, o que ajuda sempre, mas, mesmo assim, o auxílio prestado pelos seus assistentes nem sempre foi o mais indicado. Não houve erros de maior, é verdade, mas houve, pelo menos, dois foras-de-jogo mal tirados. O seu trabalho disciplinar não merece qualquer reparo - dois cartões amarelos bem amostrados.
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