Sessão encerrada
A juíza Ana Dias deu por terminada a 17.ª sessão do julgamento da Operação Pretoriano. Os trabalhos retomam na próxima quarta-feira, às 9h30.
Presidente da MAG na AG de novembro de 2023 foi ouvido esta tarde
A juíza Ana Dias deu por terminada a 17.ª sessão do julgamento da Operação Pretoriano. Os trabalhos retomam na próxima quarta-feira, às 9h30.
José Fernando Almeida, médico de Vítor Catão desde 2024, testemunhou em defesa do seu paciente. "Não tinha nenhum preconceito, mas antes de aceitar ser médico do Vítor Catão sabia que podia dar chatices, porque não ando aqui há dois dias e sabia que um tribunal ia querer saber o que o médico pensa do Vítor. Vi um homem angustiado, depressivo e com paranóia de alguém lhe fazer mal, mas um bom caráter", referiu o médico, completando: "Tem um QI que não é brilhante, mas por outro lado é um homem muito bem conseguido do ponto de vista profissional pela forma como conseguiu manter o património da família. Ele tem uma percepção reduzida, mas agora tem consciência que teve um comportamento absurdo."
Carlos Fernandes, funcionário do restaurante Capa Negra, testemunhou em defesa de Vítor Aleixo, explicando que esteve com o arguido na noite da AG. "Não sou sócio, não estive na AG. Estava no Capa Negra a trabalhar. O Vítor foi lá jantar por volta das 23 horas. Apareceu no restaurante com um lábio aberto. Disse-me que estava chateado com ele próprio porque tinha agredido um sócio e que também tinha levado um soco, mas que caiu nele e decidiu vir-se embora", revelou.
A fechar o seu depoimento, Lourenço Pinto retratou-se perante a juíza devido ao bate-boca anterior. "Foi um erro de comunicação", assumiu a juíza, dispensando de seguida o presidente da Mesa da Assembleia Geral do FC Porto à data da AG polémica.
Questionado pela juíza sobre a lista de sócios credenciados que Lourenço Pinto enviou para a PSP, o ex-líder da MAG explicou a sua origem. Os serviços do clube fizeram chegar à minha mão as informações que transmiti. Sócios, pessoas credenciadas para fazer a segurança. O número de credenciados não correspondia ao numero de pessoas presentes. Era uma diferença abissal. Algo correu mal e a Polícia quis saber porque essa diferença causou problemas à Polícia. Fiz uma relação exaustiva dos credenciados, porque muitos do que lá estava violaram aquilo que estipulamos", revelou Lourenço Pinto, acrescentando que eram "cerca de 200 a 300" as pessoas que entraram sem estarem credenciadas.
Lourenço Pinto frisou que não infringiu qualquer regulamento na AG de 13 de novembro de 2023. "Há regulamentos a cumprir. A convocatória é clara. A AG ou começa com metade dos sócios do clube ou começa meia-hora depois com qualquer número de sócios presentes. Caso contrário era bicha, bicha, bicha e não se fazia nada. Eu não dei mais tempo para os sócios entrarem na AG, dei mais tempo para se permitir a organização do Dragão Arena", explicou.
Lourenço Pinto assegurou que não mandou a polícia entrar no Dragão Arena porque tal não lhe foi solicitado. "Ninguém me comunicou necessidade.E também não me compete marcar o local da AG, isso é da competência do presidente do clube", referiu, negando ter sido contactado por algum elemento da PSP a comunicar-lhe que não havia condições de segurança para a realização da AG. "No meu entendimento nem seria possível usar o Dragão Arena, só tive conhecimento da disponibilidade do Dragão Arena às 21h30", disse.
Lourenço Pinto e a juíza Ana Dias trocaram palavras mais azedas, depois do ex-presidente da MAG do FC Porto ter sido questionado sobre o porquê de não ter suspendido a reunião magna mais cedo. "Se sabia que não ia haver votação, porque não decidiu suspender imediatamente a AG dado que o objetivo nunca seria concretizado, porque é que passaram do auditório para o pavilhão?", questionou a juíza, levando a uma resposta pouco simpática de Lourenço Pinto: "Francamente, fazerem esta pergunta a mim. Admiro-me que seja feita a mim. AG faço-as ainda a srª juíza não era nascida. Foi estratégia, entendi que não havia condições de votação, mas os sócios tinham o direito a reunir-se. Não era justo ter os sócios cá fora e serem mandados embora. Tem de haver carinho e respeito pelos sócios."
A juíza insistiu. "Está a dizer-me que mesmo sabendo que não ia ser votado qualquer estatuto, a reunião passou para o pavilhão pelo direito à reunião dos sócios?", perguntou, com Lourenço Pinto a atirar: "Eu não admito que o tribunal faça as perguntas e dê as respostas." E foi aí que a juíza Ana Dias perdeu a paciência: "O senhor está a raiar a má educação com o tribunal. Está a raiar já a desobediência. Está no limite."
Lourenço Pinto explicou a sua versão dos factos relativamente à AG de 13 de novembro de 2023, garantindo que suspendeu a reunião assim que se apercebeu da confusão. "Ninguém me comunicou que não havia condições para a realização da AG. Isso é tudo uma atoarda. A AG no Pavilhão começou muitíssimo bem e sem qualquer alteração. Falou Pinto da Costa, colocou em causa alguns dos estatutos e a AG sempre bem comportada. Não era uma missa, mas tudo normal...Depois falou Miguel Braz, que tinha sido indicado por uma lista contrária de PC. Foi apupado várias vezes, mandei calar várias vezes, e nessa altura verificou-se confusão na bancada norte. Cerca de 100 pessoas saíram para o ringue. O Henrique Ramos pediu o uso da palavra, houve reação da bancada quando se dirigiu às casas e à falta de capacidade das casas na votação. Foi várias vezes interrompido e quando acabou, foi para a bancada e provocou uma altercação que resultou num pontapé e num soco. Foi a primeira vez que vi uma altercação corporal numa AG e de imediato suspendi a AG. Piropos é normal, mas faltas de respeito e agressões não tolero", recordou o ex-presidente da MAG do FC Porto.
Questionado sobre Vítor Catão, Lourenço Pinto elogiou o arguido. "Conheço Vítor Catão há mais de 15 anos. Foi presidente do S. Pedro da Cova, eu era presidente da AF Porto e nessa qualidade sempre teve liberdade de conversar comigo, como acontece com todos os presidentes que fazem parte dos clubes do AF Porto. Não faço ideia se o Vítor Catão era criticado nos Super Dragões, nem se é uma pessoa polémica. Comigo foi sempre um cavalheiro. Não acompanho as redes sociais, nem as vejo."
Lourenço Pinto assumiu conhecer "alguns dos arguidos" e explicou o porquê de não estarem jornalistas na Assembleia Geral. "A AG é privada e a Comunicação Social tem solicitar, com aviso prévio, entrada, mas há mais de 20 anos que não tem tido e entrada e como tal manteve-se privada. Não recebi nenhum pedido da Comunicação Social, nem esta em questão nem nenhuma dos últimos 20 anos. Fui a todas as assembleias do FC Porto desde 1962 e não é necessário constar de uma ata. A AG é privada e o presidente da AG tem o poder ou não de aceitar os pedidos da Comunicação Social", referiu.
Lourenço Pinto fez questão de ser ouvido em primeiro lugar atendendo à sua idade. A juíza aceitou o pedido e o Ministério Público não colocou entraves.
Começam os trabalhos no Tribunal de São João Novo, no Porto.
A 17.ª sessão do julgamento da Operação Pretoriano, que decorre no Tribunal de São João Novo, no Porto, está agendada para começar às 14 horas. Na sessão desta tarde, está previsto que sejam ouvidas as testemunhas arroladas pela defesa de Vítor Catão e de Hugo Loureiro. Lourenço Pinto, presidente da MAG na AG do FC Porto de novembro de 2023, será ouvido também hoje na qualidade de testemunha de algum dos arguidos.
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