Pablo Rosario assume polivalência mas há duas posições ainda por experimentar: «Não tenho velocidade para isso...»
Médio admite ser um jogador "em quem se pode confiar" e elogia competitividade do balneário portista
Seguir Autor:
Há poucas posições que Pablo Rosario ainda não tenha experimentado. Médio-defensivo de origem, o internacional pela República Dominicana já jogou como central, lateral-direito e lateral-esquerdo, pelo que, aos 30 anos, a polivalência continua a ser uma das suas imagens de marca.
"Acho que já joguei em quase todas as posições ao longo da minha vida. As únicas que me faltam são extremo-esquerdo e extremo-direito, mas não creio ter a velocidade necessária para isso. Se algum dia jogar nessas posições, terei de o fazer de uma forma um pouco diferente. No entanto, a polivalência é uma das minhas qualidades e fico feliz por ajudar a equipa onde for preciso. Quer seja a lateral-direito, lateral-esquerdo ou no meio-campo, o importante para mim é jogar e dar o meu máximo", considerou o camisola 13 dos azuis e brancos, acrescentando: "Não gosto de falar sobre mim. Considero-me um jogador em quem se pode confiar e que dá tudo pela equipa e por si próprio. Acho que são duas características que me definem."
No FC Porto encontrou, Pablo Rosario encontrou um balneário jovem e particularmente competitivo. "Quando cheguei, notei que havia muitos jogadores jovens. Já passei por vários clubes e impressionou-me a vontade deles em trabalhar e a energia que colocam nos treinos — antes, durante e depois das sessões. A sede de aprender, de fazer as coisas bem e de evoluir é incrível. Isso reflete a mentalidade do próprio clube: querer ser melhor a cada dia. Era essa a mentalidade que eu procurava e estou muito feliz por estar aqui", anotou, não fungindo, ele próprio, à fama de ser muito competitivo: "Se perguntarem a alguns colegas meus, hoje ainda estarão chateados por terem perdido no treino... Essa competitividade faz parte de mim. Nos nossos treinos, damos corpo e alma: todos lutam para ganhar e ninguém gosta de perder, nem a feijões. É essa exigência diária que torna a equipa tão forte."
E não há um nome que se destaque dos restantes: "É difícil nomear apenas um, porque todos os dias há alguém a elevar a fasquia e a aumentar a intensidade, sempre de forma saudável. Sinceramente, todos levam muito a sério. Não há ninguém no plantel que fique indiferente; todos querem vencer no treino."
Essa exigência também ajuda a explicar a integração de Inbeom Hwang, reforço desta temporada. Rosario foi uma das referências para o sul-coreano, embora rejeite a ideia de ter assumido um papel especial. "Não diria um papel especial. Ele é um jogador experiente, com passagem por vários países, por isso a integração aconteceu de forma natural. Falei com ele, claro, mas ele queria muito estar aqui e adaptou-se perfeitamente. Em campo, parece que já joga connosco há anos. É uma grande mais-valia para a equipa e estou muito satisfeito por tê-lo como companheiro", referiu.
Sobre o arranque da época, a análise é prudente. "É difícil isolar um único fator, até porque o mercado ainda estava aberto e havia muita coisa a acontecer. No entanto, tendo em conta as dificuldades enfrentadas, a equipa tem respondido muito bem. Este é apenas o início e queremos manter esta mentalidade de foco e trabalho em busca da vitória", finalizou o médio.